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02/07/2019 20h36 | Atualizado em 02/07/2019 20h36

Moro diz que objetivo de vazamento de mensagens é “invalidar Lava Jato”

Moro diz que objetivo de vazamento de mensagens é "invalidar Lava Jato"

Moro diz que objetivo de vazamento de mensagens é Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Da Redação

Sergio Moro voltou a atacar o site “The Intercept Brasil”, responsável pelo vazamento de mensagens do então juiz. Para o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, o objetivo do veículo é “invalidar” a Operação Lava Jato”. A declaração foi feita em audiência na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (2/7).

“Na minha opinião, e aqui é uma opinião informal, é que alguém com muitos recursos está por trás dessas invasões e o objetivo principal seria invalidar condenações da Lava Jato e impedir novas investigações”, disse. “O que existe é uma tentativa criminosa de invalidar condenações”, explicou ele, repetindo alegação feita desde o vazamento das mensagens, no dia 9 de junho deste ano.

“Esse mesmo site, no dia 13 de junho, divulgou mensagens sem qualquer espécie de consulta prévia, um expediente em jornalismo um tanto quanto reprovável. Fiquei com a impressão que o site queria que fosse ordenada uma busca e apreensão, talvez por aparentar uma espécie de vítima, um mártir da imprensa ou coisa parecida”, afirmou.

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Moro é ouvido nesta tarde na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Essa é a segunda vez que ele vai ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre o episódio dos diálogos entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato. As mensagens indicam que o ex-magistrado pode ter agido com parcialidade na condução de ações penais.

O gestor da pasta de Justiça e Segurança Pública abriu o depoimento por volta das 14h20. Teve 20 minutos iniciais para falar livremente e, depois, começou a responder aos questionamentos dos deputados. Até 14h, mais de 90 parlamentares haviam feito inscrição, o que indica que a reunião deve ir até tarde.

Em audiência no Senado, no dia 19 de junho, os trabalhos duraram cerca de nove horas.

RESPOSTA

Após a afirmação do ministro, o jornalista Glenn Greenwald, cofundador do “The Intercept Brasil” e um dos autores das reportagens, postou em sua conta no Twitter que as ameaças de Moro não intimidarão o veículo. “Nenhuma intimidação ou ameaça interromperá as reportagens. Ameaças do estado só servem para expor seu verdadeiro rosto: abuso do poder – e por que eles precisam de transparência de uma imprensa livre”, escreveu.

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Fonte: Da redação