Jogador do Botafogo fica preso na Venezuela após ataque dos EUA
O jogador Jefferson Savarino ficou preso na Venezuela com a família após o fechamento dos aeroportos do país em decorrência do ataque dos Estados Unidos
Por Bruna Castelo Branco.
Fonte: SBT News
O jogador Jefferson Savarino ficou preso na Venezuela com a família após o fechamento dos aeroportos do país em decorrência do ataque dos Estados Unidos. O atleta, que tinha retorno previsto para este sábado (3), não conseguirá se reapresentar ao Botafogo neste domingo (4).
Em nota, o clube informou que está prestando apoio ao jogador, mas que, até o momento, não há previsão para o retorno do atleta ao Brasil.
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Savarino passava férias no país onde nasceu, acompanhado da esposa e dos dois filhos. A viagem de volta estava programada antes do agravamento da situação no país sul-americano.
Destaque do Botafogo na temporada de 2024, Savarino foi eleito Bola de Prata do Brasileirão após a conquista do título nacional. No mesmo ano, também participou da campanha vitoriosa na Libertadores da América, sendo um dos principais nomes da equipe em ambas as competições.

Recentemente, o camisa 10 teve o nome especulado em negociações durante a atual janela de transferências. Em razão do alto salário, um dos maiores do elenco, o jogador ainda pode ser negociado pelo Botafogo com outro clube.
Invasão dos EUA à Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, neste sábado (3), que forças norte-americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita por meio de uma rede social.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com a esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu Trump.

Segundo o presidente norte-americano, a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. Trump não informou para onde Maduro e a esposa foram levados.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que não sabe onde Maduro está e exigiu do governo norte-americano uma prova de vida do presidente. Horas depois, Trump publicou uma imagem de Maduro em um ambiente que aparenta ser o interior de uma aeronave ou embarcação militar, com o rosto e os ouvidos cobertos.
Durante a madrugada deste sábado, uma série de explosões foi registrada em Caracas, capital venezuelana. De acordo com a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

Moradores de diferentes bairros relataram tremores, ruído de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas imediações da base aérea de La Carlota, no sul da capital.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.
Logo após o início dos ataques, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque e informou que o presidente havia convocado forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.
O que disse Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro, ação que Lula chamou de “afronta gravíssima a soberania” do país. Na postagem feita nas redes sociais, o presidente cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também condenou à invasão dos Estados Unidos a Venezuela. Nas redes sociais, Jerônimo afirmou atuar para ajudar baianos que estão no país vizinho. "O Governo da Bahia está atuando para identificar a situação dos baianos que se encontram na Venezuela e agindo para que suas necessidades sejam atendidas pela Embaixada do Brasil naquele país, em conjunto com as dos demais brasileiros, bem como junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania".
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