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02/04/2017 15h45 | Atualizado em 02/04/2017 15h48

ENTREVISTA: “Respeitei a opinião e decisão do Guto. Ele sabe o que faz”, enfatiza o meia Juninho

ENTREVISTA: “Respeitei a opinião e decisão do Guto. Ele sabe o que faz”, enfatiza o meia Juninho

ENTREVISTA: “Respeitei a opinião e decisão do Guto. Ele sabe o que faz”, enfatiza o meia Juninho Foto: Reprodução internet
Diego Adans

Em 2015, ele foi o destaque do Macaé na Série B. Defendeu a equipe fluminense em 37 das 38 rodadas do certame nacional e balançou a rede em cinco oportunidades, mesmo número de assistências que deu na competição. Pronto… o desempenho foi o suficiente para atrair os olhares da diretoria do Bahia, que foi atrás do versátil volante Juninho.

Contratação assegurada era hora de o carioca, de 31 anos, mostrar a que veio. Ele não decepcionou. Em 55 partidas com o manto azul, vermelho e branco, Juninho fez 11 gols. A notoriedade trouxe sondagens e propostas de outros clubes, mas o atleta preferiu reservar o seu futuro para o Esquadrão até o fim de 2018.

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Neste domingo (2/4), o Bahia encara o Sergipe, às 18h30, na Fonte Nova para carimbar a vaga na semifinal da Copa do Nordeste. Se mantiver o favoritismo e o arquirrival Vitória – que recebe o Ríver-PI – vencer, Juninho & Cia. darão início a uma sequência de Ba-Vis nos próximos dias. Este foi um dos assuntos que o volante conversou com a reportagem. Em entrevista exclusiva ao Aratu Online, o volante ainda falou sobre outros assuntos. Confira:

O Bahia encara nesta noite o Sergipe. O time tem a vantagem de perder por até dois gols de diferença que avança à próxima fase da Copa do Nordeste. O que espera desta partida?

Um jogo difícil. Fizemos um bom resultado lá fora, em Aracaju, mas não tem nada ganho. O time do Sergipe vai vir com tudo para cá, eles acreditam na classificação e nós não podemos vacilar. Precisamos estar atentos do início ao fim do jogo. É claro que pelo resultado (4×2), a torcida fica confiante, alegre… mas não podemos deixar essa euforia das arquibancadas entrar em campo. Futebol já mostrou várias situações que provam que tudo é possível. Então, é isso. Atenção redobrada.

Se o favoritismo tanto do Bahia quanto do Vitória se confirmar, vai ter clássico Ba-Vi na semi. É algo inédito na história do certame. Vocês já pensaram sobre isso? (A entrevista foi realizada antes da partida entre Vitória e Ríver-PI, neste último sábado 1/4)

É… vou lhe ser bem sincero: ainda não pensei. O foco agora é o Sergipe. Não podemos menosprezar ninguém. Respeito acima de tudo. Agora, é claro, que pelo Campeonato, pela tradição… se confirmar, será muito bom ter um clássico na semifinal. Na verdade, pode se tornar uma overdose não é mesmo?! (risos). Mas é preciso ter cuidado com as palavras. Antes de tudo, precisamos nos classificar e eles (Vitória ) também.

Entrevista com o volante Juninho

Juninho até se esforçou, mas no Ba-Vi do dia 13 de março do ano passado, o Leão levou a melhor: triunfo por 2 a 0 na Fonte Nova

Você atuou em três clássicos, venceu só um e perdeu os outros dois. Está na hora desse contexto mudar?

É um assunto que eu prefiro não falar ainda. Mas, é claro, que quando entro em campo minha vontade é de vencer, faço tudo para vencer e quem sabe esse retrospecto aí, não comece a mudar. Espero que venha na hora certa, na hora da decisão.

Você foi um dos destaques da Série B do Campeonato Brasileiro, recebeu sondagens do Internacional, do Botafogo… o que lhe fez , de fato, permanecer no Bahia?

É simples: no Bahia posso conquistar qualquer título que esses clubes conquistaria. Estou feliz aqui. Achava o Bahia grande, mas quando cheguei aqui, vi que o clube não é grande… é gigante. Tem uma torcida fantástica, que me apoia bastante. Qualquer jogador que vem jogar num time de massa sonha em ter o carinho da torcida, mas tão rápido assim eu não imaginava. Agradeço a Deus por ter esse carinho e me dedico, ao máximo, para retribuir da melhor maneira em campo.

O técnico Guto Ferreira foi alvo da ira do torcedor tricolor, quando o deixou no banco de reserva , por exemplo, na eliminação para o Paraná na Copa do Brasil. Na ocasião, você até falou : “No contrato não diz que sou titular”… 

É isso… eu estaria mentindo se lhe dissesse que não queria estar jogando entre os titulares. Mas respeitei a opinião e decisão do Guto (Ferreira). Ele sabe o que faz, ele está no comando da equipe. Isso até me motivou para treinar mais, correr mais, me esforçar mais. Sei que a torcida ficou na bronca e até me senti lisonjeado, afinal o grupo do Bahia é muito bom, todos estão à altura de serem titulares e, a partir do momento, que a torcida me apoiou, fiquei mais feliz ainda. Isso mostra que meu esforço está reconhecido e me doarei ainda mais dentro de campo.

Da mesma forma que a torcida o apoiou, sabe que a cobrança vai ser ainda maior agora.. não é mesmo?

Claro! Quem atua em um clube grande precisa estar ciente disso, dos desafios que estão por vir à cada partida. No Bahia não seria diferente. Sei que aqui por todo carinho e paixão que os torcedores têm pelo Bahia, a cobrança é ainda maior e é o que disse: farei o possível para não decepcionar o torcedor.

O que o Juninho ainda pode melhorar  assim como o time?

Em tudo, na parte tática, física, técnica. Sempre estamos em constante evolução. Acredito que tanto eu quanto o time num todo ainda podemos melhorar e contamos com o técnico Guto Ferreira, além de todo o staff que está por trás de nós.

E as cobranças de faltas?

Ah… (risos) eu até tento treinar mais. Porém, o pessoal da fisiologia fica ali cobrando e com razão, por que fico treinando ali depois que o pessoal foi embora (do treino) e eles pedem para eu não exagerar tanto para não me desgastar muito. É algo que eu pretendo evoluir ainda mais. Minha inspiração é o Juninho Pernambucano, que era um grande jogador e cobrar de faltas. É nele que tento me espelhar.

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Fonte: Diego Adans