Estação Ed Dez: agressão de Edilson no BBB 26 faz público relembrar crimes na boate

Após Edilson Capetinha agredir Leandro no BBB 26 polêmicas envolvendo o ex-atleta voltaram a chamar a atenção

Por Da redação.

Após o ex-jogador Edilson da Silva Ferreira, conhecido como Edilson “Capetinha”, agredir Leandro "Boneco" durante uma briga no BBB 26, detalhes sobre diversas polêmicas que envolvem o ex-atleta baiano voltaram a chamar a atenção nas redes sociais.

Uma delas está relacionada à casa de shows do ex-jogador, a Estação Ed Dez, que funcionava no bairro da Federação, em Salvador. O nome da boate voltou à tona porque, durante a discussão com Boneco, Edilson teria ameaçado o participante e a família dele. "Lá fora você toma é pau, traíra do c*ralho! Eu te pego lá fora para você ver! [...] Lá na favela você nem entra. Você toma pau". Horas após as agressões, Edilson foi chamado ao confessionário e expulso do programa.

Enquanto discutia com Boneco, Capetinha chegou a dizer que é da Federação, revivendo boatos sobre possíveis crimes envolvendo a antiga casa de shows, famosa por lançar e dar visibilidade a bandas de pagode na capital baiana. Na rede social X (antigo Twitter), uma usuária comentou: "Na Bahia todos têm medo de Edilson, ele comanda uma boate em uma comunidade, 'ED10', onde já ocorreram vários assassinatos. O medo de Boneco é real!".

Após Edilson Capetinha agredir Leandro no BBB 26 polêmicas envolvendo o ex-atleta voltaram a chamar a atenção. | Foto: Redes Sociais

Em 2014 houve, de fato, um registro de assassinato relacionado ao espaço de Capetinha - o crime, porém, não aconteceu dentro do local. No dia 6 de setembro daquele ano, um jovem morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante um tiroteio registrado nas imediações da casa de shows ED Dez. O caso ocorreu por volta das 2h, durante apresentação do grupo Bailão do Robyssão.

De acordo com informações da 41ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que atendeu à ocorrência, dois grupos trocaram tiros do lado de fora do estabelecimento, o que provocou correria entre o público que participava do evento.

Enquanto discutia com Boneco, Capetinha chegou a dizer que é da Federação, revivendo boatos sobre possíveis crimes envolvendo a antiga casa de shows. | Foto: Redes Sociais

Ariel Silva Martins, de 20 anos, foi atingido no tórax, do lado esquerdo, e morreu no local. Outras três pessoas também foram baleadas. Orlando Ramos dos Santos Filho, 44 anos, foi ferido no abdômen e na perna direita; Edvaldo Lima Gonçalves, 19, no braço direito; e Carmilton Lima de Jesus, 19, na mão esquerda.

Show de New Hit na Ed Dez

Mas, por mais que a boate não esteja implicada em outros crimes contra a vida, Edilson Capetinha e o irmão, Aliomar Ferreira, foram alvos de críticas por permitirem que a banda New Hit, cujos nove integrantes foram indiciados por estupro contra duas adolescentes, realizasse um show no espaço em 2013. Além disso, o ex-jogador já respondeu a processos trabalhistas movidos por ex-funcionários do local.

Na época, a assessoria de imprensa do grupo informou que a banda foi convidada pelo novo vocalista da A Bronkka, Missinho Pratt, e “roubou a cena e todos os holofotes da noite”. Ainda segundo a assessoria, ao subir ao palco, o cantor Eduardo Martins, conhecido como Dudu, foi ovacionado por fãs que tentavam se aproximar. Ele é um dos músicos do grupo indiciado pelo crime de estupro.

Durante a apresentação, o vocalista fez um pronunciamento ao público: “A New Hit é do povo e ninguém vai nos separar, vocês me dão força para estar aqui levando alegria em forma de música para o povo, obrigado Salvador!”.

Antes da apresentação, a deputada estadual Luiza Maia (PT) havia comemorado, em publicação no X, o cancelamento do show, que teria sido garantido por Aliomar, irmão de Edilson. "Mais uma vitória das mulheres que não aceitam banda de estupradores fazendo show enquanto as vítimas estão aprisionadas e cheias de traumas! Banda de estupradores está fora do show, segundo Aliomar, da Ed Dez!", escreveu.

Na ocasião, Aliomar chegou a declarar que Edilson também era favorável ao cancelamento.

Posteriormente, porém, a assessoria jurídica do ex-jogador e proprietário da casa de shows confirmou a realização do evento. Segundo o comunicado, embora compreenda a manifestação popular contrária ao show, a empresa informou que não poderia vetar ou se responsabilizar pelo fato ocorrido em janeiro daquele ano e, por isso, manteria a apresentação.

Capetinha também já foi preso quatro vezes. | Foto: TV Globo

Processos trabalhistas

Em 2020, a Justiça do Trabalho determinou o arrombamento e a troca de fechadura de um imóvel em Salvador pertencente a como Edilson. A informação foi confirmada, à época, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5).

De acordo com a movimentação processual, o mandado de arrombamento foi expedido em 13 de agosto de 2020 e cumprido no dia 18 do mesmo mês, em um imóvel localizado no bairro do Horto Florestal, área nobre da capital baiana.

Edilson responde a processos trabalhistas desde 2012 envolvendo empresas das quais é sócio: Ed Dez Eventos Promoções e Produções Artísticas; Estação Ed Dez Empreendimentos Artísticos; e Bloco Carnavalesco Broder. Ao todo, 28 ex-funcionários movem ações contra as empresas, que têm vários sócios, entre eles o ex-atleta e a ex-esposa.

Em 2017, foi marcada audiência de conciliação no TRT da Bahia, mas o ex-jogador não compareceu. À época, o valor divulgado das dívidas trabalhistas era de aproximadamente R$ 8,5 milhões. Em decorrência das ações, bens avaliados em cerca de R$ 6 milhões chegaram a ser bloqueados.

Patrimônio bloqueado

Em 2019, o ex-jogador da dupla Ba-Vi teve um patrimônio estimado em R$ 56 milhões bloqueado pela Justiça em razão de processos trabalhistas e de pensão alimentícia. A maior parte dos bens era composta por imóveis em Salvador.

Na ocasião, o procurador do ex-atleta, Eduardo Pereira, afirmou, ao jornal Correio, que o cliente não tinha condições de arcar com os valores determinados judicialmente. “Hoje, Edilson não tem mais o salário de jogador, como antigamente. A pensão alimentícia da filha dele, de 11 anos, é de R$ 10 mil, mas ele não tem mais renda fixa, não é mais atleta", declarou.

Ele acrescentou que, apesar do patrimônio elevado, os bloqueios judiciais impactam a situação financeira do ex-jogador. "Esse desgaste da imagem, provocado pela separação dele, partilha de bens e ações judiciais, trouxe muitos transtornos. Edilson tem um patrimônio avaliado em mais de R$ 56 milhões, porém com dificuldades por causa dos bloqueios devido às ações judiciais e de pensão alimentícia”, completou.

Em 2019, o ex-jogador da dupla Ba-Vi teve um patrimônio estimado em R$ 56 milhões bloqueado pela Justiça. | Foto: Gshow

Na época, o TRT-5 determinou o leilão judicial de dois imóveis e a penhora de três residências para quitar as dívidas. O procurador classificou a decisão como prematura e afirmou que não houve notificação oficial até o momento.

Entre os bens listados estavam uma mansão no Horto Florestal avaliada em R$ 3 milhões e uma casa em Guarajuba, no Litoral Norte, estimada em R$ 1 milhão. Também constam 10 imóveis, quatro veículos, contas bancárias, ativos financeiros e valores provenientes da venda de abadás do bloco Bróder.

Prisões por pensão alimentícia

Edilson foi preso pela primeira vez em março de 2014, em Salvador, por não pagamento de pensão alimentícia. Em julho de 2016, foi detido novamente, em Brasília, por dívida superior a R$ 400 mil.

A terceira prisão ocorreu em agosto de 2017, quando foi encaminhado à Polinter, no Centro de Salvador, por débito referente ao não pagamento mensal de R$ 8,8 mil de pensão para um filho que reside em Brasília. Em agosto de 2018, foi preso pela quarta vez, em Santa Catarina, pelo mesmo motivo.

Expulsão do BBB 26

Após agredir Leandro Boneco dentro da casa do BBB 26 na madrugada deste sábado (14), o ex-jogador baiano Edilson Capetinha foi expulso do reality show. Ainda na manhã de hoje, o ex-atleta foi chamado ao confessionário e, momentos depois, a produção confirmou a expulsão para os outros confinados:

“Nós avaliamos as imagens da atitude do Edilson com o Leandro. Ele ultrapassou os limites permitidos. Ele desrespeitou as regras do programa. Edilson está desclassificado do BBB 26”.

Após agredir Leandro Boneco dentro da casa do BBB 26 na madrugada deste sábado (14), o ex-jogador baiano Edilson Capetinha foi expulso. | Foto: Gshow

A briga entre os brothers aconteceu de madrugada, quando Leandro entrou no quarto e acendeu a luz enquanto o ex-campeão mundial estava dormindo. Irritado, Edilson levantou da cama e, após ofender o professor de música, empurrou o rosto de Leandro. Veja como foi:

O ex-jogador afirmou que agrediria o colega fora da casa. “Se eu pegar você lá fora, você está f*”, disse. Leandro respondeu: “Dê o pau, que eu estou esperando”.

Edilson deu um cutucão e, em seguida, empurrou o rosto de Leandro. Depois, Babu entrou no quarto e afastou Leandro. “Esse cara me agrediu duas vezes”, declarou Boneco.

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