Conhecido por pagodão +18, Robyssão vai à Europa, visita campo de concentração de Auschwitz e lança nova música: 'Tive crise de ansiedade'
Uma viagem pela Europa acabou rendendo uma inspiração inesperada para Robyssão, pagodeiro conhecido por músicas +18
Por Bruna Castelo Branco.
Uma viagem pela Europa acabou rendendo uma inspiração inesperada para Robyssão. O cantor baiano, conhecido como Rei do Pagodão, compartilhou nesta quarta-feira (2) uma música criada a partir de uma experiência que viveu durante uma visita a Auschwitz, na Polônia.
O país entrou no roteiro do artista depois de passar por destinos como Portugal, Grécia, Itália e Espanha. Mas foi a visita ao complexo histórico, um dos principais símbolos do Holocausto, que acabou deixando uma marca especial na viagem.
+ Bahia na Segunda Guerra Mundial: estado teve 'campo de concentração' de imigrantes alemães
+ Bahia na Segunda Guerra Mundial: ex-combatentes relembram batalhas na Itália

A experiência no local, marcado pelos crimes cometidos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, despertou uma forte reação emocional em Robyssão. O cantor decidiu transformar as sensações vividas durante a visita em música.
“Essa música me emociona muito”, afirmou o cantor ao falar sobre a composição.
Ouça a música:
A nova faixa foi apresentada nas redes sociais junto com o relato de Robyssão sobre o impacto que a visita teve durante as férias.

Rei do Pagodão
Com uma trajetória consolidada no pagodão baiano, Robyssão é responsável por sucessos como “O Poder Está na Tcheca”, “Chuva de Perereca”, “Balança o Rabinho”, “Solte Essa Cachorra” e “Só Como Amiga”.
Nos últimos anos, o artista também conquistou uma parcela mais jovem do público. Entre fãs, ganhou o apelido de “Tio Roby”, em uma referência bem-humorada à experiência acumulada no gênero que se desenvolveu nas ruas e nos paredões de Salvador.
O que foi Auschwitz?
Auschwitz foi um complexo de campos de concentração e extermínio criado pela Alemanha nazista após a invasão e ocupação da Polônia, em 1939. O local se tornou um dos principais símbolos do Holocausto e foi cenário do assassinato de cerca de 1,1 milhão de pessoas, a maioria judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.
O complexo era formado por diferentes campos, entre eles Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau. Em Birkenau, foram construídas grandes câmaras de gás e crematórios utilizados no assassinato em massa de prisioneiros.

Os nazistas começaram a desmontar parte das estruturas de extermínio no fim de 1944, diante do avanço das tropas soviéticas. Em 27 de janeiro de 1945, o campo foi libertado pelo Exército soviético. A data passou a ser lembrada internacionalmente como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Um dos elementos mais conhecidos de Auschwitz é a inscrição “Arbeit Macht Frei”, expressão em alemão que significa “O trabalho liberta”, instalada sobre o portão de entrada de Auschwitz I. A frase era utilizada pelos nazistas como uma falsa promessa aos prisioneiros.

Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).