Samba da Democracia reúne Erika Hilton e aliados de Lula em Salvador
Samba da Democracia reúne parlamentares e apoiadores da reeleição de Lula em ato político no Rio Vermelho, com críticas à oposição e defesa de pautas sociais
Por, Dinaldo dos Santos e Isabela Cardoso.
O Samba da Democracia reuniu apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (21), na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O evento contou com a participação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e de parlamentares baianos, em uma mobilização política pela reeleição do pttista a poucos dias da votação.

Uma banda de percussão animou o público, que lotou o espaço e entoou gritos de apoio a Lula. Além da programação musical, o encontro incluiu uma uma coletiva de imprensa com Erika Hilton, que abordou a disputa presidencial, a mobilização popular e a defesa de pautas trabalhistas.
Samba da Democracia defende pautas sociais
Durante a coletiva, Erika Hilton associou a mobilização eleitoral à defesa de direitos sociais, dos trabalhadores e da democracia. A parlamentar também destacou sua atuação na discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso.
Segundo Erika, a mobilização de movimentos sociais, trabalhadores e parlamentares foi decisiva para dar visibilidade à proposta. Ela também atribuiu ao presidente Lula um papel importante na articulação política em torno da pauta.

A deputada fez críticas ao bolsonarismo e afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria riscos para políticas públicas e direitos de diferentes grupos sociais.
“Não se trata de amar, de gostar, não, se trata de entender que esse é o Brasil possível para nós”, declarou Erika, ao defender a continuidade do governo Lula.
A parlamentar também convocou os eleitores a participarem da votação de domingo e disse acreditar que a juventude terá papel importante na mobilização.
Jaques Wagner vê cenário favorável à campanha de Lula
Presente no evento, o senador Jaques Wagner (PT-BA) avaliou positivamente o desempenho da campanha petista e afirmou perceber maior adesão nas ruas e nas redes sociais. Ele também mencionou pesquisas eleitorais como indicativo de um cenário favorável ao presidente, embora não tenha apresentado, na entrevista, dados específicos que sustentassem a avaliação.

Wagner criticou o comportamento de Flávio Bolsonaro durante o debate eleitoral e questionou a capacidade do adversário de apresentar propostas para o país.
“Para ser presidente da República, precisa de alguém compenetrado”, afirmou o senador, ao fazer críticas ao que classificou como postura debochada do candidato.
O petista também destacou a atuação internacional do Brasil durante o governo Lula e defendeu a continuidade dessa política. Na avaliação dele, o resultado da eleição terá repercussões para além da disputa entre os candidatos.
Lídice da Mata defende intensificação da campanha
A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) também demonstrou confiança na campanha de Lula e avaliou que o cenário eleitoral estaria passando por uma mudança favorável ao presidente. Ela relacionou essa percepção ao aumento da rejeição a Flávio Bolsonaro e defendeu a intensificação das ações políticas nos últimos dias antes da votação.

“É hora de nós partirmos para uma ofensiva imediata, de consolidar essa imagem frente ao povo brasileiro”, declarou.
Lídice afirmou que a campanha deve ampliar a presença nas ruas e nas redes sociais para tentar conquistar eleitores que ainda não definiram o voto ou que possam mudar de posição até domingo.
Hamilton Assis destaca pauta trabalhista e atuação do PSOL
O vereador de Salvador Hamilton Assis (PSOL) destacou a atuação do partido na defesa de mudanças nas relações de trabalho, especialmente na discussão sobre o fim da escala 6x1. Para ele, a pauta dialoga com as demandas de trabalhadores submetidos a condições precárias e com a necessidade de ampliar o tempo disponível para a vida pessoal, os estudos e a convivência familiar.

“Era uma pauta histórica, que foi recuperada a partir desse lugar da precarização e da necessidade de ter tempo para pensar, para cuidar da sua vida, para estudar, cuidar da sua família e para viver”, afirmou.
Hamilton também defendeu o fortalecimento do PSOL como alternativa política à direita e destacou a articulação com movimentos sociais, sindicatos e outras organizações na defesa de mudanças estruturais no país.
O vereador avaliou que a discussão sobre a jornada de trabalho contribuiu para ampliar a visibilidade de lideranças ligadas à pauta, entre elas Erika Hilton.
Aladilce Souza defende mobilização popular após a eleição
A vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB) afirmou que a mobilização política não deve terminar com a escolha do próximo presidente. Na avaliação dela, mesmo em caso de vitória de Lula, será necessário manter a pressão popular para viabilizar propostas do governo diante da composição do Congresso Nacional.
“Mesmo Lula ganhando a eleição, a gente vai ter que continuar lutando, porque o Congresso é um Congresso majoritariamente de direita”, declarou.

Aladilce também criticou posições que atribui à extrema direita e afirmou que a disputa eleitoral envolve diferentes projetos para o país, incluindo questões relacionadas à soberania nacional, às políticas públicas e aos direitos sociais.
A vereadora defendeu que a participação popular seja mantida após a votação e disse considerar a mobilização um instrumento importante para pressionar os representantes eleitos.
Evento integra mobilização política na reta final
O Samba da Democracia faz parte da agenda de mobilização de apoiadores de Lula em Salvador. A programação foi organizada na sede estadual do PT, no Rio Vermelho, com uma roda de conversa e apresentações musicais.
A presença de Erika Hilton e de parlamentares de diferentes partidos da esquerda reuniu manifestações de apoio ao presidente e discursos em defesa de pautas trabalhistas e sociais. As entrevistas também foram marcadas por críticas a Flávio Bolsonaro e ao bolsonarismo, expressas pelos participantes do ato.

A eleição presidencial está marcada para domingo (25), quando os eleitores decidirão entre os projetos apresentados pelos candidatos que disputam o segundo turno.
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