Após derrota, Flávio Bolsonaro ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em mais de 20 anos
Após encerrar mandatos como deputado estadual e ser eleito senador em 2018, Flávio Bolsonaro terminará o ano sem ocupar um cargo eletivo pela primeira vez desde 2003
Por Ananda Costa.
A derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 fará com que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 45 anos, fique sem cargo eletivo pela primeira vez desde 2003. O mandato do senador termina em dezembro deste ano, encerrando mais de duas décadas de atuação parlamentar.

A trajetória eleitoral do senador foi marcada por disputas em diferentes esferas. Em 2016, ele tentou chegar ao comando da Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não avançou para o segundo turno. Dois anos depois, Flávio conquistou uma vaga no Senado Federal. A eleição ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro também venceu a disputa presidencial.
Antes disso, o parlamentar havia construído sua carreira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde cumpriu quatro mandatos consecutivos.
A entrada na política aconteceu ainda no início da vida adulta. Aos 21 anos, Flávio foi eleito deputado estadual e se tornou o mais jovem a ocupar o cargo no Rio de Janeiro naquele período. Na época, Jair Bolsonaro já exercia mandato como deputado federal.
Flávio questiona resultado das eleições

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais provocou críticas de aliados do senador à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação neste domingo (25). Com 99,99% das urnas apuradas, Lula tinha 51,78% dos votos, contra 48,22% de Flávio, uma diferença superior a quatro milhões de votos.
A própria campanha do PL havia solicitado a extensão do horário de votação. Após a decisão de Zanin, aliados de Flávio passaram a questionar a medida e a alegar que ela teria comprometido a igualdade de condições entre os eleitores.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a decisão e afirmou que ainda havia questões a serem resolvidas antes de reconhecer o resultado.
“O ministro Zanin atropelou a Justiça especializada, prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora”, declarou.
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