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Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,79 bilhões; saiba como consultar

Mais de 26 milhões de pessoas físicas e empresas têm valores disponíveis para resgate; consulta é gratuita no sistema do Banco Central

Por Anna Caroline Santiago.

O dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,79 bilhões em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (13). O montante representa um aumento de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior.

Do total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são de 2,36 milhões de empresas. Os valores podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema Valores a Receber (SVR), plataforma oficial do Banco Central.

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,79 bilhões. Foto: José Cruz Agência Brasil

Como consultar o dinheiro esquecido?

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Sistema Valores a Receber. Pessoas físicas precisam informar o CPF e a data de nascimento. Para empresas, são solicitados os dados do CNPJ.

Confira o passo a passo:

Acesse o Sistema Valores a Receber.

Faça a consulta para verificar se há valores disponíveis.

Caso exista dinheiro a receber, siga as orientações para acessar o sistema de resgate. Pode ser necessário utilizar uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

Confira o valor disponível e a instituição financeira responsável.

Solicite a devolução pela opção indicada na plataforma.

Quando o resgate por Pix estiver disponível, o dinheiro poderá ser transferido em até 12 dias úteis, conforme as condições do serviço. Quem não tiver uma chave Pix deverá entrar em contato com a instituição responsável para combinar outra forma de recebimento.

No caso de pessoas falecidas, herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais podem consultar e solicitar os valores, desde que atendam às exigências do sistema.

De onde vem o dinheiro esquecido?

Os valores podem ter diferentes origens, como:

Saldos de contas correntes ou poupanças encerradas;

Tarifas ou parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente;

Recursos de grupos de consórcio encerrados;

Valores de contas de pagamento encerradas;

Cotas de capital e sobras de cooperativas de crédito;

Saldos remanescentes em corretoras e distribuidoras.

Quanto cada pessoa tem a receber?

A maior parte dos beneficiários tem direito a quantias pequenas. De acordo com os dados do Banco Central, 69,4% dos valores disponíveis são de até R$ 10. Outros 18,95% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100.

Já 9,39% correspondem a valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil, enquanto 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil para resgatar.

Perdão de dívidas para MEIs 

O governo federal anunciou, nesta terça-feira (13), um pacote com cinco medidas para beneficiar microempreendedores individuais (MEIs), incluindo o perdão de dívidas inscritas na dívida ativa da União, a renegociação de débitos com bancos e a concessão de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios.

As medidas foram apresentadas pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira. O pacote também prevê a ampliação do limite de faturamento anual dos MEIs e mudanças nas regras para a emissão de notas fiscais.

Foto: Divulgação

Uma das principais medidas anunciadas é o perdão das dívidas dos MEIs inscritos na dívida ativa da União. A iniciativa busca regularizar a situação dos empreendedores com pendências junto ao governo federal.
O pacote também prevê a renegociação de dívidas privadas por meio do Desenrola 3.0.

A proposta é utilizar instrumentos do programa para adquirir débitos dos empreendedores junto a bancos e instituições financeiras. Segundo o governo, o estoque dessas dívidas chega a aproximadamente R$ 6 bilhões.

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