Correios organizam palestras para incentivar demissões voluntárias
Em crise financeira, Correios tem a meta de cortar 10 mil postos de trabalho apenas em 2026
Por Juana Castro.
Os Correios vão promover, na próxima semana, um ciclo de palestras online para apresentar detalhes do Plano de Demissão Voluntária (PDV) aos funcionários. A medida ocorre em meio a uma crise financeira enfrentada pela estatal, que prevê o corte de 10 mil postos de trabalho ainda neste ano.

De acordo com comunicado interno obtido pelo SBT News, os encontros virtuais têm como objetivo esclarecer regras, critérios de adesão e impactos do desligamento. A empresa afirma que a iniciativa busca garantir transparência no processo.
“Trata-se de uma decisão individual que precisa ser tomada com base em informação segura. Para garantir o máximo de transparência, os Correios, em parceria com o Postalis, realizarão um ciclo de palestras informativas [sobre o PDV]”, diz a mensagem enviada aos empregados. “Antes de qualquer definição, é fundamental compreender todas as regras e impactos.”
Meta de cortes e economia prevista
O PDV integra um pacote de redução de despesas adotado pela estatal. A meta é desligar 10 mil funcionários em 2026 e outros 5 mil em 2027. Com isso, a empresa projeta uma economia estimada em R$ 2,1 bilhões.
O programa foi aberto no início de fevereiro e segue com inscrições disponíveis até o fim de março. A adesão é voluntária, e os desligamentos previstos para este ano devem ocorrer até maio.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para tentar reequilibrar as contas da companhia, que enfrenta dificuldades financeiras de grande proporção.
Greve dos Correios
No final do ano passado, funcionários dos Correios entraram em greve em meio a dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal, que acumula déficits bilionários. A greve teve maior concentração em nove estados: Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em dezembro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que a greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada em 16 de dezembro, não foi abusiva. Apesar disso, a Corte autorizou o desconto dos dias não trabalhados nos salários dos empregados que aderiram ao movimento.

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