Cobrança irregular faz Itaú ressarcir clientes; veja quem tem direito
Itaú terá de ressarcir clientes afetados por cobranças indevidas de seguros ao longo de 14 anos
O Itaú Unibanco cobrou indevidamente seguros vinculados a cartões de crédito por um período de 14 anos, segundo investigação conduzida pelo Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Diante das irregularidades identificadas, o banco terá de ressarcir consumidores afetados pelas cobranças.

De acordo com o órgão, os débitos eram realizados de forma recorrente e com valores baixos, o que dificultava a identificação por parte dos clientes nas faturas dos cartões de crédito.
O Ministério Público e o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) firmaram um acordo com o banco em fevereiro deste ano, garantindo a devolução dos valores para parte dos consumidores prejudicados.
Em nota, o Itaú informou que fará a análise individual de cada caso. “Após o contato, o banco informará os prazos de resposta e, quando aplicável, de pagamento”, afirmou a instituição financeira.
Quem tem direito ao ressarcimento do Itaú?
- Para ter direito à devolução, o consumidor precisa ter sido alvo da cobrança entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025.
- Também é necessário ter registrado uma reclamação formal até o fim de 2025, por meio de canais como Consumidor.gov.br, Reclame Aqui, Procon, Ministério Público, Defensoria Pública ou Idec.
- O banco exige documentos que comprovem a cobrança irregular. O cliente deverá apresentar os comprovantes, o protocolo da reclamação registrada antes de 2025 e os dados bancários para o depósito.
- Os pedidos podem ser enviados até 23 de fevereiro de 2028, pelo telefone 3004-8428 ou pelos e-mails [email protected] e [email protected].
Polêmicas envolvendo o banco Itaú
Itaú realiza demissões em massa de funcionários em 'home office'

O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, fez uma série de demissões de funcionários, mobilizando reações de representatividades sindicais dos bancários.
A motivação das dispensas estaria relacionada com uma suposta baixa produtividade dos demitidos, que atuavam em regime híbrido ou totalmente remoto. A ineficiência, em questão, teria sido observada por longos períodos de inatividade de seus computadores.
O banco confirmou os desligamentos, mas não informou o número de funcionários afastados. Porém, o Sindicato dos Bancários de São Paulo estima que cerca de mil pessoas foram demitidas sem diálogo prévio com a entidade e os trabalhadores.
“Hoje fomos surpreendidos com essa demissão em massa feita pelo banco. O banco afirma que os desligamentos se baseiam em registros de inatividade nas máquinas corporativas, em alguns casos, períodos de quatro horas ou mais de suposta ociosidade. No entanto, consideramos esse critério extremamente questionável, já que não leva em conta a complexidade do trabalho bancário remoto, possíveis falhas técnicas, contextos de saúde, sobrecarga, ou mesmo a própria organização do trabalho pelas equipes”, critica Maikon Azzi, diretor do sindicato, em nota de repúdio.
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