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18/04/2024 07h18 | Atualizado em 18/04/2024 08h36

Novas tarifas da Neoenergia Coelba são aprovadas pela ANEEL e entram em vigor na segunda-feira (22)

Dentre os fatores que mais impactaram no reajuste, cabe destaque para os encargos setoriais e custos com transporte e aquisição de energia elétrica.

Novas tarifas da Neoenergia Coelba são aprovadas pela ANEEL e entram em vigor na segunda-feira (22) Foto: Dinaldo dos Santos/Aratu On
Dinaldo Santos

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou na última terça-feira (16/4) o Reajuste Tarifário Anual de 2024 da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – Neoenergia Coelba. A distribuidora atende a 6,6 milhões de unidades consumidoras em todo o estado da Bahia.

Confira, na tabela os índices que entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (22/4):

tarifas neoenergia coelba

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV).

Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Dentre os fatores que mais impactaram no reajuste, cabe destaque para os encargos setoriais e custos com transporte e aquisição de energia elétrica.

Revisão tarifária x Reajuste tarifário

A Revisão Tarifária Periódica (RTP) e o Reajuste Tarifário Anual (RTA) são os dois processos tarifários mais comuns previstos nos contratos de concessão.

O processo de RTP é mais complexo – nele são definidos: (I) o custo eficiente da distribuição (Parcela B); (II) as metas de qualidade e de perdas de energia; e (III) os componentes do Fator X para o ciclo tarifário. Já o processo de RTA é mais simples e acontece sempre no ano em que não há RTP.

Nesse processo, é atualizada a Parcela B pelo índice de inflação estabelecida no contrato (IGP-M ou IPCA) menos o fator X (IGP-M/IPCA – Fator X). Em ambos os casos são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.

*Com informações da Aneel

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