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25/08/2022 17h30 | Atualizado em 25/08/2022 17h39

Por que a gente é “Soteropolitano”? O Aratu On explica para você!

O sufixo “polis”, aliás, aparece no nome de dezenas de outras cidades brasileiras, como Eunápolis, no sul da Bahia.

Por que a gente é “Soteropolitano”? O Aratu On explica para você! Foto: Pexels/reprodução
Bruna Castelo Branco

Você sabe o que significa a palavra “gentílico”? De acordo com a letróloga, mestra em Literatura e especialista em educação, Thaís Pires, quer dizer: “O nome que damos aos adjetivos que indicam a origem de objetos e/ou pessoas”. Resumindo: é o jeito que a gente chama quem é cidadão de determinado lugar.

Nasceu no Brasil? É brasileiro. Na Bahia? Baiano. Em Salvador? Salvadorense, como apontam muitos dicionários. Mas, para quem é da capital baiana mesmo, Salvadorense nem existe: aqui, é Soteropolitano. Por que? O Aratu On explica para você.

De acordo com o Dicionário Etimológico, “soteropolitano” vem de “Soterópolis”, que nada mais é do que a junção das palavras “cidade” e “Salvador” em grego. “Soter”, em grego, quer dizer “Salvador”, ou alguém que nos livra do perigo, da doença e da morte. “Polis”, como já dá para imaginar, significa “cidade”. Ou seja: Soterópolis é “Cidade do Salvador”, que é como a capital baiana era – e ainda é – chamada.

A partir daí, dessa união de palavras gregas, nasce o nosso gentílico: “soteropolitano”, aquele que veio de Soterópolis, a Cidade do Salvador.

Mas, por que será que Salvadorense, um gentílico muito mais óbvio, não pegou? Para Thaís, tem a ver com o significado que Soteropolitano carrega.

“Confesso que Salvadorense é um termo que eu desconhecia, e penso que muitas outras pessoas também não conhecem. Acredito que o termo Soteropolitano tenha se popularizado pela significação que o termo carrega. A cidade apresenta uma mística em torno dela, em razão das diversas culturas e crenças que abrange, ou seja, o soteropolitano é aquele indivíduo protegido dos males. Por isso, os nascidos na cidade se orgulham tanto dessa adjetivação”.

POLIS

O sufixo “polis”, aliás, aparece no nome de dezenas de outras cidades brasileiras: Florianópolis, em Santa Catarina, Anápolis, em Goiás, Eunápolis, no sul da Bahia, Divinópolis, em Minas Gerais, e Petrópolis, no Rio de Janeiro, só para dar alguns exemplos. Na Bahia, dos 417 municípios, sete terminam com “polis”.

No Brasil e no exterior, também há cidades que terminam com “lândia”, que vem do inglês “land”, que significa “terra”. Alguém de Teolândia, a “Terra de Teo” – que vem do grego ‘théos’, e é traduzido para o português como ‘deus’ -, por aí para falar um pouco sobre isso?

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Fonte: Bruna Castelo Branco