O tal do personalizado
Nesta semana, duas clientes passaram pela HARMO e me contaram a mesma história: já tinham contratado uma Personal Organizer. Elogiaram a profissional, disseram que o serviço foi ótimo e que não tinham do que reclamar. Mas, depois que ela foi embora, mudaram várias coisas de lugar porque, do jeito que estava organizado, não era prático para a rotina delas. E completaram: “Talvez seja eu mesma que precise fazer”.
Saí dessa conversa refletindo. Será que isso também já aconteceu em casas que eu organizei? Pode ter acontecido. E eu nunca recebi esse retorno. Então me perguntei: o que eu, enquanto Personal Organizer, posso fazer para entregar, de verdade, o tal “personalizado” que tanto vendemos?

Porque, se uma pessoa contrata uma profissional e espera ela ir embora para reorganizar tudo do jeito que considera melhor, alguma coisa ficou pelo caminho. Será que as perguntas certas foram feitas? O diagnóstico foi realmente aprofundado? Todo o trabalho prévio foi feito da melhor forma?
Será que é preciso pedir a presença da cliente durante todo o processo? Eu, por exemplo, não exijo. Ou será que a cliente até pediu para mudar alguma coisa, mas a profissional defendeu uma lógica de organização que, naquela casa, simplesmente não fazia sentido?
Um exemplo: as calcinhas geralmente ficam nas primeiras gavetas porque são trocadas duas ou três vezes ao dia. Faz sentido. Para a maioria das pessoas. Mas organização não é regra de manual. É a rotina de quem mora naquela casa.

Organizar bem não é deixar tudo bonito para a foto. É deixar funcional para a vida real. Para a segunda-feira corrida. Para a pressa das 7h da manhã. Para aquilo que funciona de verdade na rotina de cada pessoa. Porque, se a casa não conversa com quem vive nela, mais cedo ou mais tarde ela volta a ser como era.
E você? Já contratou uma Personal Organizer e mudou tudo depois? Me conta. Esse tipo de retorno também faz a nossa profissão crescer.
Eu sou Anne Kelly e vejo organização em tudo.
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