Por que adiamos conversas?
Tem alguma conversa que você sabe que precisa ter e está empurrando com a barriga? E quanto mais você adia, mais difícil fica. Você está em saia, no chuveiro, no trânsito, deitada, quando vai dormir. E quando você vê, já se passaram sete dias, um mês, dois meses, e você não abriu a boca.
Hoje eu quero te explicar por que isso acontece. A gente adia porque o nosso cérebro não diferencia uma conversa difícil de uma suposta ameaça física. A mesma região é ativada, a mesma vontade de fugir ou congelar. Só que enquanto a gente foge, adia, essa situação fermenta, ela cresce. E o que era um incômodo, vira uma crise. O que era preciso falar, vira um, porque você não disse antes?
Numa cultura que normaliza o tudo bem, não tem problema falar sobre isso. Sobre o que parece difícil, soa como algo errado, difícil, chato, problemático. Mas eu quero te dizer que não é. Antes de você abrir a boca, é preciso decidir. Eu quero ser ouvida ou eu quero ser compreendida? Porque se você só quer ser ouvido, descarregar certamente vai doer em alguém. E isso só piora a situação.
Agora, se você quer ser compreendida, a abertura da conversa muda completamente. Então, você não começa com você nunca, você sempre, você começa assumindo a responsabilidade.
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