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15/09/2022 15h50 | Atualizado em 15/09/2022 16h00

O que está por trás da história da fonoaudióloga que “sequestra” crianças em Salvador? Entenda tudo

Existem outros quatro Boletins de Ocorrência contra a mulher, além de vários relatos de famílias nas redes sociais que já tiveram filhos abordados por ela

O que está por trás da história da fonoaudióloga que Foto: Redes Sociais
Da Redação

A história de uma fonoaudióloga que tenta sequestrar crianças ganhou força em Salvador. O primeiro a falar sobre isso nas redes sociais foi o comerciante Felipe Caetano, avô de uma das possíveis vítimas.

Ao repórter Gabriel Nascimento, do Cidade Aratu, ele contou que a abordagem da mulher foi gentil: "A gente, em função disso, deixa o campo um pouco aberto. À medida que ela brincou comigo, brincou com a minha filha e começou a brincar com o meu neto, a gente foi ficando mais atento. Ela foi brincando, chamando meu neto para correr, meu neto foi correndo… e ela foi se distanciando".

A família estava no Porto da Barra, que estava cheio. "Eu falei para a minha filha: 'Não estou gostando disso'. Vigiei eles com os olhos até eles sumirem, aí, parti para correr atrás. Pedi para o meu neto parar. Ele, muito obediente, parou e ela tentou puxar mais uma vez. Falei: 'Parou a brincadeira, acabou'. E consegui trazer o meu neto de volta".

Após Felipe divulgar o desabafo nas redes sociais, cerca de 15 famílias contaram que passaram por situações parecidas com a mesma mulher. Após a história viralizar, familiares da fonoaudióloga ligaram para o comerciante e disseram que ela teria problemas mentais:

"Foram me pedindo condolências, tanto é que fiz outro vídeo pedindo para as pessoas se acalmarem. Ela é uma pessoa que não precisa de prisão, precisa de hospital. Ela não precisa de polícia, precisa de médico. Nada justifica o que ela fez. Se eu não fosse uma pessoa ligeira, fosse um idoso, a criança ficaria perdida. A gente soube que ela não quer sequestrar, mas, fica o alerta. Ela precisa ser avaliada e ser detida? Eu creio que sim".

Na final da manhã desta quinta-feira (15/9), a profissional de saúde prestou depoimento na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), mas saiu em liberdade. Existem outros quatro Boletins de Ocorrência contra a mulher, além de vários relatos de famílias que já tiveram filhos abordados por ela.

Segundo a titular da unidade, Simone Moutinho, ainda não se sabe se a suspeita tem alguma doença mental. À delegada, a fonoaudióloga disse que a intenção era apenas interagir e brincar com as crianças, e não sequestrá-las.

"Ficou bem claro que é uma pessoa que tinha um discurso em desalinho, confuso. Ela afirmou que, efetivamente, abordava crianças, mas que ela queria alegrar, fazer um momento de recreação com essas crianças, porque elas, durante a pandemia, sofreram bastante com o isolamento social", relatou a delegada. 

"Na verdade, ela disse que nunca teve a intenção de sequestrar essas crianças, e que quando pegava-as pela mão e corria com elas, era com a permissão dos familiares. Mas, ficou claro que é um discurso que não dá para confiar, que é um ser humano que precisa de atendimento. A equipe da Dercca a encaminhou para o 5ª Centro de Saúde", contou.

O Conselho Regional de Fonoaudiologia enviou uma nota à reportagem da TV Aratu informando que já recebeu denúncias sobre a conduta profissional da mulher anteriormente, e que os relatos foram enviados a uma comissão responsável por apurar o caso. 

OUTROS RELATOS

Luane Datoli, mãe de um menino de 6 anos, contou para a TV Aratu que ela, o marido e o filho foram abordados por ela na Praia do Buracão, no Rio Vermelho, em janeiro deste ano. De acordo com Luane, após a mulher forçar uma aproximação com a família, ela precisou intervir e pedir para ela se afastar:

"Ela se apresentou como fonoaudióloga e deu outro nome, e disse que tinha um projeto com crianças autistas. Ela, na praia, começou a abordar outras crianças. Eu e outras mães percebemos que eram sempre crianças brancas e meninos. Inclusive, tinha uma criança que não aparentava ser brasileira, e ela ficou vidrada".

De acordo com apuração do Aratu On, um Boletim de Ocorrência contra a profissional da saúde foi registrado pela mãe de uma das vítimas em 2021. Segundo o relato da mãe da vítima à época, um menino de 12 anos, a fonoaudióloga teria convidado a criança, de forma insistente, a acompanhá-la em um passeio. Mesmo após o menino recusar, ela continuou insistindo, deixando a criança assustada. Depois das recusas, a mulher teria dito á vítima que iria procurar outras crianças.

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Fonte: Da redação