'Mães Atípicas': filme aborda maternidade e independência financeira em Salvador

Mulheres que transformaram desafios da maternidade atípica em geração de renda foram retratadas no filme 'Mães Atípicas'

Por Bruna Castelo Branco.

Neste Dia das Mães, histórias de mulheres que transformaram desafios da maternidade atípica em caminhos de autonomia e geração de renda foram retratadas no curta-metragem “Mães Atípicas”, produzido com apoio da Prefeitura de Salvador.

O filme apresenta relatos de mulheres atendidas pelo programa Empreender com Elas, iniciativa desenvolvida há três anos pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre).

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Mulheres que transformaram desafios da maternidade atípica em geração de renda foram retratadas no filme Mães Atípicas. | Foto: Divulgação/Secom

A produção estreou no dia 8 de maio, às 9h20, em sessão especial no Shopping Center Lapa. Antes da exibição, 64 mães integrantes do Coral da Associação Educacional Sons no Silêncio (AESOS) se apresentaram na praça de alimentação do centro comercial.

O documentário reúne histórias de algumas das 526 mães atípicas atendidas pelo programa municipal e aborda temas como inclusão produtiva, empreendedorismo feminino e maternidade. Entre os relatos retratados está o da costureira Márcia de Jesus, de 51 anos, mãe de Ítalo, jovem de 24 anos com síndrome de Down.

“Enquanto meu filho estava nas terapias, eu precisava fazer algo. Busquei uma profissão que me permitisse trabalhar em casa e cuidar dele ao mesmo tempo. A costura surgiu como oportunidade, mas eu não tinha onde vender. O programa foi um sonho realizado, porque me deu espaço, visibilidade e compreensão”, afirmou.

Márcia também destacou a importância da representatividade da maternidade atípica no audiovisual. “Quero que as pessoas entendam que eu não deixei de ser mulher por ser mãe de uma pessoa com deficiência. Tenho necessidades, sonhos e identidade. Muitas vezes, a sociedade esquece disso”, disse.

A direção do curta é assinada pelo cineasta Matheus Rocha, cadeirante e defensor da acessibilidade no audiovisual, ao lado do diretor de fotografia Llano, professor da Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba.

O filme apresenta relatos de mulheres atendidas pelo programa Empreender com Elas. | Foto: Divulgação/Secom

Segundo Rocha, o documentário foi desenvolvido a partir de uma pesquisa cuidadosa sobre as personagens.

“Temos trabalhado para lançar um curta-metragem que una qualidade cinematográfica com impacto social, criando um espaço de escuta e visibilidade para histórias que, muitas vezes, permanecem invisíveis”, afirmou.

A diretora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (DPCD) da Sempre, Daiane Pina, afirmou que o filme evidencia o impacto das políticas públicas na vida das participantes.

“O programa Empreender com Elas nasceu da necessidade de fortalecer a rede de mães atípicas em Salvador. O filme mostra não só os desafios da maternidade atípica, mas também a transformação proporcionada pelo apoio da Prefeitura, permitindo que essas mulheres retomem sua autonomia e se reconheçam novamente como protagonistas de suas vidas”, declarou.

O programa Empreender com Elas é voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e da inclusão produtiva. Segundo a prefeitura, ao longo dos últimos três anos, a iniciativa promoveu capacitações nas áreas de alimentação, artesanato, confecção, bijuterias e costura.

O documentário reúne histórias de algumas das 526 mães atípicas. | Foto: Divulgação/Secom

“São mulheres que, muitas vezes, precisam abrir mão de empregos formais para cuidar dos filhos. O programa cria novas possibilidades para que elas possam gerar renda e conquistar independência financeira”, concluiu Daiane.

De acordo com dados da gestão municipal, o projeto “Empreender é com Elas” capacitou 5.309 pessoas em dois anos, por meio de 116 cursos. Atualmente, o programa conta com 487 mulheres participantes.

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