Final feliz: Bombeiros resgatam filhotes de cachorro presos entre paredes na Bahia

Resgatados pelos Bombeiros na segunda-feira, os filhotes de cachorro estavam presos entre paredes há 15 dias, na cidade de Senhor do Bonfim

Por Lucas Pereira.

Agentes do Corpo de Bombeiros resgataram quatro filhotes de cachorro que estavam presos entre paredes de imóveis abandonados em Senhor do Bonfim, cidade do norte da Bahia, na noite de segunda-feira (2). Os animais estavam numa fresta estreita por cerca de 15 dias, sem qualquer alimento ou água.

Resgatados pelos Bombeiros na segunda-feira, os filhotes de cachorro estavam presos entre paredes há 15 dias, na cidade de Senhor do Bonfim. Foto: Corpo de Bombeiros

Moradores ouviram os uivos dos animaizinhos e acionaram 3ª Companhia de Bombeiros Militar (3ª Cia BM). Após a avaliação da estrutura, os bombeiros constataram que a única forma de retirar os animais com segurança seria através de uma intervenção na alvenaria. 

Com a autorização do proprietário, a equipe removeu parte da parede de uma das casas, utilizando ferramentas de corte e impacto com cautela extrema para não atingir os cães nem causar traumas pelo barulho ou vibração.

Após serem retirados da cavidade, os quatro filhotes passaram por uma avaliação clínica preliminar pela guarnição e não apresentavam ferimentos aparentes. Eles foram entregues ao tutor, que também é proprietário do imóvel, sob orientações de cuidados veterinários imediatos.

Confira o vídeo do resgate:

Caso cachorro Orelha

No início de janeiro, após desaparecer por dois dias, o cão comunitário Orelha reapareceu gravemente ferido, no dia. Ele foi resgatado e levado ao atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento, precisou ser sacrificado, no dia (5) de janeiro. Exames e avaliações descartaram atropelamento e apontaram que os ferimentos foram causados por agressões.

 

Exames periciais confirmaram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente, ou seja, sem ponta ou lâmina. O instrumento utilizado na agressão não foi localizado. Segundo a investigação, as agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado oficialmente à Polícia Civil em 16 de janeiro. 

A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) descartou o envolvimento de um dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha. O adolescente foi retirado da lista de investigados e passou à condição de testemunha, após as investigações da Polícia Civil concluírem que ele não aparece nas imagens analisadas. Além disso, segundo a PC, a família do jovem apresentou provas de que ele não estava em Praia Brava no período em que o cão comunitário foi morto.

Os outros três menores de idade suspeitos no caso seguem sob investigação de maus-tratos, sob os trabalhos da DEACLE (Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei) e da Delegacia de Proteção Animal.

Ausência de registros do ataque

A ausência de imagens das agressões segue como um desafio para as autoridades, que já analisaram mais de mil horas de gravações de câmeras de segurança, mas não encontraram registros do ato de violência. A única evidência obtida é uma foto compartilhada em um aplicativo de mensagens que, embora não flagre a agressão em si, vincula os adolescentes à cena do crime.

No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil fez buscas em endereços de investigados envolvidos na agressão do cão Orelha, em Florianópolis. Em uma das casas, foi encontrada uma porção de droga (não identificada). Além disso, nas residências foram apreendidos celulares e telefones. Nenhum dos adolescentes chegou a ser apreendido.

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