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Eleições na Bahia terão 43 urnas eletrônicas submetidas a auditorias

As eleições na Bahia terão 33 equipamentos avaliados no teste de integridade e dez no teste de autenticidade; procedimentos buscam verificar o funcionamento dos sistemas e a fidelidade dos votos registrados

Por Dinaldo dos Santos.

As eleições na Bahia contarão com a auditoria de 43 urnas eletrônicas neste segundo turno, neste domingo (25). Os equipamentos foram sorteados ou escolhidos neste sábado (24), por representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras, para passar por testes que verificam a segurança dos sistemas e a correspondência entre os votos registrados e os resultados.

Urnas Eletrônicas. Foto: Reprodução

Eleições na Bahia terão testes de integridade e autenticidade

A Bahia está entre os quatro maiores colégios eleitorais do país que terão 43 urnas submetidas a auditorias, ao lado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Do total, 33 equipamentos passarão pelo teste de integridade e dez serão avaliados no teste de autenticidade.

Os procedimentos são realizados pela Justiça Eleitoral com o acompanhamento de instituições fiscalizadoras e têm o objetivo de verificar se as urnas funcionam conforme os sistemas oficiais e registram corretamente os votos dos eleitores.

Como funciona o teste de integridade

Nas seções sorteadas para o teste de integridade, as urnas eletrônicas originais são substituídas por equipamentos reservas. Os aparelhos selecionados são levados a locais definidos pela Justiça Eleitoral, onde ficam armazenados em salas lacradas até a realização da auditoria.

Partidos políticos e entidades fiscalizadoras são convidados a preencher cédulas de papel com votos nos candidatos que participam da eleição. As cédulas são depositadas em urnas de lona, também lacradas, para que os votos sejam posteriormente reproduzidos nos equipamentos eletrônicos.

Neste domingo (25), servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público apresentarão as cédulas e digitarão os votos na urna eletrônica. Ao fim do procedimento, previsto para as 17h, os resultados registrados digitalmente serão comparados com os votos em papel.

Parte dos equipamentos também passa pelo teste de integridade com biometria. Nesse formato, eleitores voluntários utilizam a identificação biométrica para votar, em vez de representantes de partidos e entidades fiscalizadoras.

O que é verificado no teste de autenticidade

Diferentemente do teste de integridade, o teste de autenticidade ocorre na própria seção eleitoral sorteada, antes do início da votação. A finalidade é conferir se os sistemas instalados na urna correspondem aos que foram abertos, compilados, assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante a verificação, o lacre do compartimento da mídia de resultado é rompido para que o dispositivo seja retirado e suas assinaturas e resumos digitais sejam conferidos.

Além da Bahia, outros estados também terão urnas auditadas. Nos colégios eleitorais do Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, serão 35 equipamentos: 27 destinados ao teste de integridade e oito ao de autenticidade. Em Roraima, o procedimento abrangerá 23 urnas, sendo 20 no teste de integridade e três no de autenticidade.

TSE verifica sistemas e realiza zerésima

Neste sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral realizou uma cerimônia para verificar os sistemas utilizados no processamento dos resultados eleitorais. O procedimento conferiu se as assinaturas e os resumos digitais dos programas correspondiam aos registros originais, previamente lacrados pela Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, a verificação não identificou alterações nos programas. A Corte e os tribunais regionais também emitiram a chamada zerésima, relatório que comprova a inexistência de votos registrados no sistema de totalização antes do início da votação.

Foto: Ilustrativa

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que cabe à Justiça Eleitoral assegurar que os votos sejam registrados e apurados com exatidão.

A zerésima também será emitida em cada seção eleitoral antes da abertura da votação neste domingo. O documento impresso pela urna demonstra que o equipamento não possui votos registrados e está apto a receber os sufrágios dos eleitores.

Entre as instituições convidadas a acompanhar os procedimentos estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Sociedade Brasileira de Computação, além de outras entidades fiscalizadoras.

LEIA MAIS: Da fila à apuração, veja o que acontece nas eleições deste domingo (25) na Bahia

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