Viúva de Léo Lanches reabre comércio dois meses após morte do marido
A viúva de Léo Lanches manteve o empreendimento fechado desde a morte do empresário
Por Nilson Marinho.
Pouco mais de dois meses após a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, a viúva dele, Erica Nascimento, reabriu nesta sexta-feira (16) o empreendimento que mantinha com o marido no bairro de São Cristóvão, em Salvador. A lanchonete funciona na mesma região onde o empresário foi baleado durante uma operação policial.
O negócio da família permaneceu fechado desde a morte de Leonardo. Na semana passada, Erica anunciou que retomaria as atividades e, nesta quinta-feira (15), compartilhou nas redes sociais os últimos preparativos para a reabertura.
Em uma sequência de vídeos, a viúva mostrou a preparação dos recheios que seriam utilizados nos lanches e também os cuidados com a motocicleta que era usada pelo marido para realizar as entregas do estabelecimento. Ao anunciar a retomada do negócio na semana passada, Erica falou sobre a mistura de sentimentos diante do recomeço e agradeceu o apoio recebido desde a morte do marido.
“Espero todos vocês lá para começar esse novo capítulo, essa nova parte da nossa história. Quero agradecer a essa corrente do bem. Deus colocou pessoas no meu caminho o tempo todo, inclusive nos momentos em que pensei que não iria conseguir. Queria estar um pouco mais feliz. Estou com um pouco de medo, de ansiedade, mas muito grata. Queria muito que ele estivesse aqui fazendo parte disso, mas, infelizmente, não é como eu quero”, afirmou.
Morte
Conhecido como Léo Lanches, Leonardo morreu em julho deste ano, na mesma semana em que inaugurou o próprio empreendimento. Antes de abrir o ponto comercial, ele vendia salgados com o auxílio de uma motocicleta.
O comerciante foi atingido por um disparo de arma de fogo quando chegava em casa, no mesmo momento em que uma operação policial era realizada na região. Segundo relatos de moradores, o tiro teria partido da arma de uma policial militar.
A Polícia Militar informou que houve troca de tiros durante a ação. Após a análise de imagens das câmeras corporais dos agentes, a soldado Valdilene Nonato Santos França foi presa, mas teve a liberdade concedida por decisão judicial.
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