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Vereador de cidade baiana é investigado por suspeita de relação com chefe de facção

Vereador de cidade baiana já era investigado desde 2024 por envolvimento com tráfico de drogas

Por Anna Caroline Santiago.

O vereador de Alagoinhas Alexandre Alves da Silva Leite (MDB), conhecido como Xandinho, voltou a ser alvo de uma investigação da Polícia Civil por uma possível ligação com o chefe da facção criminosa Bonde dos Malucos (BDM). Na quinta-feira (5), policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa dele, como parte das ações da Operação Lei Presente.

Vereador de cidade baiana é investigado por suspeita de relação com chefe de facção. Foto: Divulgação

O parlamentar já era investigado desde 2024, quando uma denúncia anônima apontou a existência de um intenso comércio de drogas na localidade conhecida como Bananal, no bairro Parque Santa Maria. 

Ao todo, a operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros Barreiro, Catu, Kennedy, Alagoinhas Velha, Parque Santa Maria e Conjunto Linha Verde. A ação teve como objetivo combater o crime organizado e avançar nas investigações de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), como homicídios.

Durante as diligências, foram apreendidos dois gravadores digitais de vídeo, 14 aparelhos celulares, um notebook e uma quantia em dinheiro. Os equipamentos serão submetidos à perícia para auxiliar no aprofundamento das investigações.

Além disso, quatro investigados foram conduzidos à unidade policial para interrogatório. A análise do material recolhido busca esclarecer os fatos, identificar os envolvidos e responsabilizar os possíveis autores dos crimes.

Durante as diligências, foram apreendidos dois gravadores digitais de vídeo, 14 aparelhos celulares, um notebook e uma quantia em dinheiro. Foto: Divulgação

Defesa do vereador

Em nota, o escritório José Castro Advocacia Especializada, responsável pela defesa de Xandinho, afirmou que o vereador foi surpreendido com o cumprimento do mandado de busca e apreensão, no âmbito de uma investigação que tramita sob segredo de Justiça.

A defesa ressaltou que, até o momento, não foram apresentadas provas de prática de ato ilícito pelo parlamentar e destacou que o cumprimento de uma ordem judicial não representa comprovação de culpa.

O escritório também informou que o aparelho celular do vereador foi entregue voluntariamente às autoridades, como demonstração de disposição em colaborar com a Justiça.

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