Universidade suspende festas de fraternidades após denúncia de estupro coletivo
Medida foi anunciada após críticas à condução de um caso de violência sexual
Por Isabela Cardoso.
Todas as festas e os eventos sociais realizados em casas de fraternidades estudantis foram suspensos em uma universidade dos Estados Unidos após a repercussão de uma denúncia de estupro coletivo. A proibição foi anunciada nesta terça-feira (13) e permanecerá em vigor até o fim do ano letivo de 2026-2027.

A decisão foi tomada pela Universidade Cornell, localizada no estado de Nova York, após uma ação civil detalhar uma acusação de violência sexual envolvendo sete integrantes da fraternidade Chi Phi. O caso teria ocorrido em 2024 e voltou a ganhar repercussão após críticas à forma como a instituição lidou com a denúncia.
Segundo o presidente da universidade, Michael Kotlikoff, a suspensão permitirá uma revisão abrangente das condições de segurança e do funcionamento das fraternidades. A medida vale para as organizações vinculadas ao Conselho Interfraternidades (IFC), e o descumprimento poderá resultar em suspensão imediata.
Denúncia envolve sete integrantes da fraternidade Chi Phi
A denúncia ganhou novos desdobramentos após a abertura de uma ação civil em setembro. No processo, a vítima afirma ter sido forçada a consumir cetamina, substância com efeitos anestésicos e dissociativos, antes de ser agredida sexualmente e estuprada por sete integrantes da fraternidade masculina Chi Phi.
Após o episódio, a direção da universidade fechou a sede da organização e aplicou suspensões temporárias aos estudantes envolvidos. Posteriormente, dois dos acusados foram expulsos da instituição.
A resposta da universidade, no entanto, foi criticada por estudantes e ativistas, que consideraram as punições insuficientes e questionaram a forma como a denúncia foi conduzida. Diante da pressão, a instituição encomendou uma auditoria independente para avaliar sua atuação no caso.
Universidade adota regra de tolerância zero
Ao anunciar a suspensão, Kotlikoff afirmou que a instituição não esperará a conclusão da auditoria para implementar novas medidas. A determinação prevê que qualquer fraternidade que promova festas ou eventos sociais em suas instalações durante o período de proibição será suspensa imediatamente.
A decisão também busca avaliar se as fraternidades poderão continuar funcionando e quais condições deverão cumprir para garantir a segurança dos estudantes.
Investigação criminal foi retomada
O caso também provocou questionamentos sobre a atuação das autoridades responsáveis pela investigação criminal. Na fase inicial, não foram apresentadas acusações criminais contra os suspeitos, o que gerou críticas à condução do caso.
Após a repercussão da ação civil e a pressão pública, as investigações criminais foram retomadas para avaliar possíveis responsabilidades dos sete envolvidos. As alegações apresentadas no processo ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).
