Russo preso na Bahia é ligado a esquema de envio de cocaína da Argentina para a Rússia; tabletes eram exportados com foto de Messi
O ex-militar russo preso na capital baiana foi condenado à prisão perpétua em seu país
Por Nilson Marinho.
O ex-militar russo preso no bairro de Águas Claras, em Salvador, suspeito de negociar armas e munições com facções criminosas locais, morava na Argentina antes de chegar ao Brasil. Segundo informações da imprensa russa, Sergei Kotelnikov também é apontado como responsável por coordenar o envio de cocaína da Argentina para a Rússia. Os tabletes da droga eram estampados com imagens do jogador argentino Lionel Messi.

As autoridades russas investigam uma tentativa de comercialização de mais de 600 quilos de cocaína. De acordo com relatos da imprensa da Rússia, Sergei e a mulher, identificada como Ekaterina, viviam na Argentina quando ele foi recrutado por um suposto traficante russo conhecido pelo pseudônimo de Omar Khayyam. O homem teria proposto ao casal participar de um esquema de distribuição de drogas em território russo.
O plano previa o transporte de uma grande quantidade de cocaína da Argentina e sua posterior divisão em porções menores para venda na Rússia. Para executar a operação, Ekaterina recrutou uma amiga, que receberia US$ 50 mil para buscar a carga, transportá-la de carro e ajudar a reembalar a droga.
Sergei também chamou um amigo para participar do esquema, oferecendo a ele outros US$ 50 mil. A função do homem seria acompanhar o transporte e auxiliar na transferência dos tabletes para outras embalagens. Em dezembro de 2023, os dois foram presos na região de Moscou enquanto transportavam a cocaína, que teria chegado da América do Sul enviado pelo ex-militar.

Vida em Salvador
Em Salvador, Kotelnikov morava em uma casa alugada em Águas Claras e utilizava um aplicativo de tradução para se comunicar. Além da suspeita de negociar armas e munições com grupos criminosos locais, ele também teria planos de estruturar uma rede de distribuição de drogas no Brasil.
Na Rússia, o ex-militar foi condenado à prisão perpétua à revelia por crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de documentos falsos, segundo informações da imprensa russa. Após a prisão na capital baiana, ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal, onde devem ser realizados os procedimentos relacionados ao pedido de extradição.
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