Quem são as vítimas do ataque a tiros em posto de gasolina de Feira de Santana
Vendedor ambulante identificado como Marcos Vinicius e um cliente do estabelecimento foram baleados durante o atentado registrado no Centro da cidade; Polícia Civil investiga autoria e motivação do crime
Por Victor Hernandes.
Após o ataque a tiros que assustou moradores de Feira de Santana na tarde desta quinta-feira (6), começaram a ser identificadas as vítimas baleadas dentro de um posto de gasolina no Centro da cidade. O caso foi registrado no posto RedMaxBa. Um dos homens atingidos é o vendedor ambulante Marcos Vinicius, enquanto o outro seria um cliente do estabelecimento.

Segundo informações obtidas pelo Aratu On, Marcos Vinicius trabalhava normalmente quando foi surpreendido pelos disparos. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGC). Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dele.
A segunda vítima estava comprando um perfume com o vendedor ambulante no momento do ataque. O homem também foi baleado, mas a identidade dele ainda não foi divulgada pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, o atentado foi praticado por dois homens que chegaram ao posto de gasolina em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos contra as vítimas antes de fugir.
Vídeos obtidos pela reportagem mostram o desespero de clientes e funcionários logo após o crime. As imagens registram pessoas assustadas dentro do estabelecimento e populares prestando os primeiros socorros aos feridos até a chegada das equipes de emergência.
Ataque ocorreu horas após duplo homicídio na cidade
O atentado no posto de gasolina aconteceu poucas horas depois de outro crime violento registrado em Feira de Santana. Também nesta quinta-feira (6), dois irmãos foram mortos dentro de casa após criminosos efetuarem mais de 50 disparos de arma de fogo.
As vítimas foram identificadas como Flávio de Souza Silva, de 27 anos, e Naílson Souza Silva, de 31. Segundo as informações iniciais, homens armados chegaram ao imóvel, no bairro Santo Antônio dos Prazeres, dizendo ser policiais. Em seguida, invadiram a residência e executaram os irmãos. Após o crime, equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região, mas nenhum suspeito foi localizado.
Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios de Feira de Santana instaurou um inquérito para investigar o duplo homicídio. A autoria e a motivação dos dois crimes registrados nesta quinta-feira seguem sendo investigadas, e, até o momento, ninguém foi preso.
Cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia
A Bahia voltou a concentrar destaque negativo no ranking das cidades mais violentas do Brasil. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cinco municípios baianos aparecem entre os dez mais violentos do país. O estudo também afirma que o estado continua com o maior número absoluto de mortes violentas intencionais no Brasil.
Eunápolis, no extremo sul da Bahia, ocupa a segunda colocação no levantamento, atrás apenas de Maranguape, no Ceará. Também aparecem entre as dez cidades mais violentas do Brasil os municípios de Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro.
O levantamento considera a taxa de mortes violentas intencionais para cada 100 mil habitantes. Além da presença de cinco municípios no ranking, a Bahia segue entre os estados com os maiores índices desse tipo de crime. Segundo o anuário, sete das dez unidades da federação com as piores taxas de crimes violentos estão na região Nordeste.
Na edição anterior do estudo, divulgada em 2024, a Bahia também tinha cinco representantes entre as cidades mais violentas do país: Jequié, Feira de Santana, Juazeiro, Simões Filho e Camaçari. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o cenário é influenciado, principalmente, pelas disputas entre organizações criminosas pelo controle do tráfico de drogas.
Apesar da posição no ranking, o estado registrou redução de 9,5% nas mortes violentas intencionais, passando de 6.047 casos em 2024 para 5.473 em 2025.

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