PM da reserva é preso em Salvador acusado de abusar das filhas
Filha do policial da reserva acusa o pai de abuso sexual, intimidação e violência familiar desde a adolescência
Por Rosana Bomfim.
Um policial militar da reserva foi denunciado por abuso sexual contra as próprias filhas, além de ameaças, agressões psicológicas e intimidações dentro de casa. A denúncia foi feita pela filha mais velha, de 18 anos, que afirma ter sofrido abusos desde a adolescência e relata que o pai usava o medo e a autoridade para controlar os filhos. Duas vítimas e o suspeito foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.

Filha sofria ameaças do pai
A jovem afirma que denunciou o pai agora porque sofria ameaças: ele afirmava que quem o denunciasse à polícia, ele mataria e cometeria suicídio em seguida. A mãe dela informou que não sabia do que estava acontecendo com a filha.
De acordo com a jovem, o homem tem 13 filhos registrados e tirava proveito das crianças, ameaçando recusar benefícios como o plano de saúde. De acordo com uma das irmãs da vítima, todos os filhos sofreram algum tipo de violência física ou psicológica. Duas das vítimas e o policial militar da reserva foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.
Assista a matéria completa:
Ameaças e abusos psicológicos
As ameaças eram feiras com uso de arma de fogo, agressão física contra os filhos, violência psicológica e humilhação contra companheiras, oferta de bebida alcoólica a menores de idade, manipulação emocional e abuso sexual de vulnerável.
Além disso, havia coação psicológica, condicionando o acesso a necessidades básicas à prática de atos libidinosos. Também havia inversão de culpa, alegando que as vítimas deveriam 'retribuir' cuidados.
Ele utilizava a condição de provedor e de autoridade para intimidar, afirmando ser 'o mesmo que dá a vida e o mesmo que tira'. Andava armado e usava esse fato para impor medo constante dentro do lar.
De acordo com o relato, o homem se apresenta publicamente como pai de vinte e cinco filhos, embora possua treze filhos registrados, além de construir uma imagem de cidadão íntegro e motociclista. No entanto, segundo a jovem, a realidade vivida dentro de casa era marcada por violência física, psicológica e sexual.

O objetivo da denúncia pública, segundo a vítima, é romper o ciclo de silêncio envolvendo casos de violência doméstica e familiar. “Farda, patente ou posição de autoridade não legitimam crimes. Nenhuma mulher deve ser submetida ao medo dentro da própria casa”, declarou.
Com informação da TV Aratu
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