Neto é preso suspeito de incendiar casa da avó após idosa solicitar medida protetiva na Bahia
Neto teria ameaçado a avó após descobrir que ela havia registrado uma ocorrência policial contra ele
Um homem de 26 anos foi preso suspeito de incendiar a casa da própria avó, no povoado de Lajedinho, zona rural de Souto Soares, na Chapada Diamantina. A prisão ocorreu na quinta-feira (5), após a idosa registrar uma ocorrência policial e solicitar medidas protetivas contra o neto.

Conforme as informações apuradas, ao descobrir que a avó havia procurado a polícia, o suspeito ameaçou atear fogo na residência. Pouco depois, familiares constataram que a porta do imóvel havia sido arrombada e que um colchão estava em chamas.
Após ser acionada, uma equipe policial realizou diligências e localizou o homem na casa da própria mãe, também no povoado de Lajedinho. Ele foi detido após resistir à voz de prisão.
O suspeito foi encaminhado a uma unidade policial, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de dano qualificado e resistência. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.
Casos recentes
Neto suspeito de matar avó em Salvador já havia denunciado maus-tratos praticados por ela
A morte de Eliete Paixão dos Santos, de 58 anos, em Cosme de Farias, em Salvador, trouxe à tona um histórico de denúncias envolvendo a família. O principal suspeito é o próprio neto dela, Carlos Daniel de Lima Barbosa dos Santos, de 19 anos.
Um adolescente de 17 anos, amigo de Carlos Daniel, também foi apreendido. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou que apenas presenciou o ataque e negou participação nas agressões.

O caso ganhou novos elementos com a recuperação de registros de ocorrências anteriores envolvendo Eliete, o neto e o pai do adolescente. Meses antes da morte, avó e neto haviam apresentado relatos distintos de supostas agressões dentro da família.
Avó denunciou o próprio filho
Em janeiro de 2024, Eliete procurou a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) para denunciar o próprio filho, pai de Carlos Daniel.
Segundo o registro, a mulher afirmou que criava o neto desde que ele tinha aproximadamente um ano de idade e relatou que o filho praticava agressões físicas e verbais contra o adolescente.
Na ocasião, Eliete também afirmou que o homem havia retirado o filho da escola e retido os documentos necessários para impedir que ela providenciasse uma nova matrícula.
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