Mulher morta a tijoladas queria deixar marido e se mudar de bairro em Salvador
A mulher foi morta a golpes de tijoladas pelo pai de seus oito dos nove filhos
Por Nilson Marinho.
O desejo de terminar um relacionamento de cerca de 20 anos pode ter motivado a morte de Maria Rita de Jesus Santos, de 48 anos, assassinada na madrugada de sábado (17), no bairro de Valéria, em Salvador. Conforme apurado pelo Aratu On, a diarista, morta a tijoladas, pretendia deixar o marido, o vigia Carlos Magno Silveira Santos, de 48 anos, e se mudar para outro bairro. Ele confessou o crime após se apresentar na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi.
Maria Rita era mãe de nove filhos, sendo oito deles frutos do relacionamento com Carlos Magno, e relatava a pessoas próximas episódios envolvendo o comportamento violento, ciumento e possessivo do marido.
Carlos Magno chegou, inclusive, a seguir a esposa até o trabalho por desconfiar que ela o traía. Familiares de Maria Rita, no entanto, afirmam que ela não mantinha outro relacionamento e que se afastava do marido por causa das agressões que sofria.
Diante desse comportamento e do fato de o vigia ter voltado a usar drogas recentemente, segundo relatos de familiares, a diarista havia decidido colocar um ponto final na relação de duas décadas e se mudar de bairro. O marido, porém, teria descoberto os planos da vítima.
Conversa e morte
Na última sexta-feira (16), Carlos Magno convidou Maria Rita para ir até uma casa na localidade de Moradas da Lagoa, onde o casal havia morado anteriormente, para conversar. O imóvel também era utilizado por Carlos quando os dois se desentendiam.
Maria Rita chegou a chamar uma das filhas adolescentes para acompanhá-los, mas o marido não teria permitido. Pouco depois, já por volta de 0h10 de sábado, a vítima foi morta no imóvel com três golpes de tijolo.

Na manhã seguinte, Carlos teria retornado para casa sozinho. Questionado pelos filhos sobre o paradeiro de Maria Rita, ele teria afirmado que a mulher havia ido trabalhar. O homem também teria orientado os filhos a não repassarem informações às tias.
O vigia chegou a pedir desculpas a uma das filhas, mas não contou o que havia acontecido com a mãe. Horas depois, acompanhado de um dos filhos, ele foi até a delegacia, onde se apresentou à polícia e confessou o crime. Carlos Magno permanece preso.
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