Homem procurado por estuprar criança de 10 anos é preso em São João em Amargosa
Um homem procurado por estupro de vulnerável foi preso na madrugada desta quarta-feira (24) durante os festejos juninos em Amargosa
Por Bruna Castelo Branco.
Um homem procurado por estupro de vulnerável foi preso na madrugada desta quarta-feira (24) durante os festejos juninos em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá. A captura foi realizada com o auxílio do sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Segundo a SSP, o suspeito era procurado por abusar sexualmente da própria sobrinha, uma criança de 10 anos. Ele foi identificado por câmeras instaladas em uma Plataforma de Observação Elevada (POE), estrutura utilizada para monitoramento dos acessos ao circuito da festa.

Após a identificação, equipes da Superintendência de Telecomunicações da SSP acionaram policiais militares que atuavam nas proximidades. O homem foi localizado, detido e encaminhado para a Delegacia Especial de Área da Polícia Civil.
De acordo com a secretaria, este foi o 38º foragido capturado com o auxílio da tecnologia de Reconhecimento Facial durante a Operação São João 2026.

Além desse caso, a ferramenta também auxiliou na localização de pessoas procuradas por crimes como furto, roubo, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal e homicídio, além de devedores de pensão alimentícia.
Os detidos foram encaminhados para unidades da Polícia Civil distribuídas nas cidades que recebem os festejos juninos.
Violência sexual na Bahia
Violência sexual é apontada por 87% dos brasileiros como a principal forma de violação enfrentada por meninas no país. O dado faz parte da pesquisa Percepções sobre violência e vulnerabilidade de meninas no Brasil, realizada pelo Instituto QualiBest a pedido da organização Plan Brasil.
Ainda segundo o levantamento, 43% dos entrevistados consideram a violência sexual como a forma de agressão mais comum no Brasil. Também foram citadas com frequência a violência física, a psicológica/emocional e a violência online, que inclui casos de cyberbullying, assédio e exposição de imagens íntimas na internet.
A gravidez na adolescência, que pode estar diretamente ligada a situações de abuso, foi mencionada por 56% dos participantes como um problema relevante.
O estudo ouviu 824 pessoas de todas as regiões e classes sociais, sendo 433 mulheres e 381 homens, por meio de um formulário online.
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