Delegado é investigado após movimentar R$ 12 mi e suspeita de propina na Bahia
Delegado foi preso na última quarta-feira por suspeita de cobrar vantagens ilegais de garimpeiros
O delegado da Polícia Civil José Marcelo Bezerra de Santana está no centro de uma investigação por suspeita de cobrar vantagens ilegais de garimpeiros e movimentar cerca de R$ 12 milhões em contas bancárias. O agente foi preso na quarta-feira (5), em Euclides da Cunha, no norte da Bahia.

José Marcelo já era investigado desde agosto de 2025, quando foi alvo da Operação Ouro Tolo, que apura um suposto esquema de cobrança e pagamento de propinas envolvendo garimpeiros. Na ocasião, o delegado foi afastado das funções por 90 dias e teve a posse de arma de fogo suspensa.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado à investigação, os agentes encontraram cerca de R$ 90 mil em espécie.
Relação com criminosos
Os autos da investigação também reúnem denúncias sobre uma possível relação entre a delegacia comandada por José Marcelo e criminosos que atuavam na região, incluindo suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.
Além disso, mensagens extraídas de aplicativos de comunicação teriam revelado conversas nas quais o delegado orientava um advogado a falsificar documentos para possibilitar a liberação de valores apreendidos.
As suspeitas fazem parte das investigações que levaram à prisão do delegado. O caso segue sob apuração das autoridades, que buscam esclarecer a origem das movimentações financeiras e a eventual participação do agente no esquema investigado.
Garimpo ilegal: mais de 150 estruturas são destruídas em área protegida
Uma megaoperação da Polícia Federal (PF), em conjunto com a Polícia Especializada da Caatinga, contra o garimpo ilegal resultou na destruição de mais de 150 estruturas no Parque Nacional do Boqueirão da Onça, no município de Sento Sé, no norte da Bahia.

As autoridades utilizaram imagens de satélite e drones para monitorar e mapear as estruturas montadas pelos garimpeiros antes de realizarem a investida. No local, além da destruição dos pontos de exploração, os policiais inutilizaram máquinas e equipamentos utilizados na atividade ilegal.
A área, considerada uma das mais importantes para a conservação do bioma Caatinga, passou a ser intensamente explorada desde 2017, após a descoberta de ametista em uma profundidade relativamente rasa.
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