Caso Gisele: novo laudo pericial derruba versão de suicídio e confirma assassinato de policial militar
Caso Gisele: documento do Instituto de Criminalística aponta incompatibilidades com a hipótese de suicídio e indica presença de uma segunda pessoa no apartamento
Por Da redação.
Fonte: SBT News e Agência SBT
Um laudo complementar do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo concluiu que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana foi assassinada e descartou a hipótese de suicídio, considerada incompatível com os elementos analisados na investigação.

O documento, obtido pelo SBT News e assinado pela perita Amanda Rodrigues Marinone, aponta incompatibilidades materiais entre a versão apresentada inicialmente e os vestígios encontrados na cena do crime.

Segundo o laudo, a análise dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos objetivos identificados no apartamento contradiz a hipótese de que Gisele tenha tirado a própria vida.
“A avaliação do conjunto de padrões de manchas e demais elementos objetivos identificados no local contradizem a hipótese de evento suicida”, afirma um trecho do documento.

O Instituto de Criminalística também aponta que os elementos técnico-periciais são compatíveis com a presença de uma segunda pessoa no apartamento onde a policial foi encontrada morta.
O advogado, José Miguel da Silva Júnior, que representa a família de Gisele, afirmou que jamais teve dúvidas de que a morte de sua cliente foi um feminicídio e que o laudo do Instituto de Criminalística reforça as provas de que o acusado, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa, viúvo de Gisele, é o autor do crime. Ele está preso.
A Agência SBT procurou a defesa do tenente-coronel, mas não houve retorno até o momento.

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