Sesab nega demissão de cardiologista que receitou hidroxicloroquina para médico morto em Ilhéus
Sesab nega demissão de cardiologista que receitou hidroxicloroquina para médico morto em Ilhéus
Por Da redação.
A morte do médico Gilmar Calazans Lima, de 55 anos, vítima no novo coronavírus em Ilhéus, no sul da Bahia, ainda está sendo investigada. Nesta segunda-feira (27/4), surgiu um boato de que o cardiologista que receitou a hidroxicloroquina à vítima teria sido demitido, mas a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) negou essa informação.
A princípio, o secretário de saúde do Estado, Fabio Vilas Boas, chegou a divulgar que o caso se tratou de uma automedicação. Mais tarde, o titular da pasta retificou a informação, dizendo que a receita tinha sido dada a Gilmar por um colega médico e que ele, por sua vez, teria conseguido o medicamento em uma unidade pública de saúde, o que é irregular:
Deixando claro que NÃO SE TRATOU DE AUTOMEDICAÇÃO. Ele obteve acesso a receita emitida por um colega do hospital. A medicação foi dispensada pela farmácia da unidade, irregularmente, haja vista que o protocolo SESAB é exclusivo para internados. Uma sindicância foi instaurada.
— Fábio Vilas-Boas (@fabiovboas) April 22, 2020
Gilmar morreu 45 minutos após dar entrada no Hospital Costa do Cacau, quatro dias depois de ter iniciado o tratamento domiciliar com a hidroxicloroquina. Ele era hipertenso e diabético. Um dos efeitos colaterais da hidroxicloquina são alterações cardiovasculares, mas não é possível saber se a morte está relacionado ao uso do remédio.
Acompanhe todas as notícias sobre o novo coronavírus.
Acompanhe nossas transmissões ao vivo e conteúdos exclusivos no www.aratuon.com.br/aovivo. Nos mande uma mensagem pelo WhatsApp: (71) 99986-0003.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).