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Após aprovar importação de doses, Anvisa pede mais informações sobre vacina de Oxford produzida fora do Reino Unido

Após aprovar importação de doses, Anvisa pede mais informações sobre vacina de Oxford produzida fora do Reino Unido

Por Da redação.

Após aprovar importação de doses, Anvisa pede mais informações sobre vacina de Oxford produzida fora do Reino UnidoAgência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu, nesta segunda-feira (4/1), mais informações sobre o imunizante feito pela universidade de Oxford e a empresa AstraZeneca para liberar a autorização emergencial da vacina. Na última quinta-feira (31/12), o órgão havia liberado a importação excepcional de 2 milhões de doses.

O pedido de importação partiu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cujos representantes se reuniram com os da Anvisa pouco antes da divulgação do comunicado. O problema é que as doses são importadas do Serum Institute of India, que produz o imunizante desenvolvido pela universidade britânica, mas a Anvisa alega que não sabe se a substâcia é a realmente a mesma fabricada no Reino Unido, a qual passou pelos testes.

A Anvisa que saber se o produto indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido, que teve os dados clínicos aprovados, e se o método de produção e os materiais utilizados são os mesmos. Os representantes da Fiocruz apresentaram os dados já de posse da fundação, mas outras informações, ainda aguardadas, seriam necessárias para que se possa pedir a autorização para uso emergencial da vacina no Brasil.

COMPARAÇÃO

A intenção da Anvisa é comparar se o modelo produzido nos dois países, mesmo que se tratem da mesma vacina com os mesmo compostos, são realmente iguais. “Para a autorização, a agência precisa avaliar os estudos de comparabilidade entre a vacina do estudo clínico, que é fabricada no Reino Unido, com a vacina fabricada na Índia, bem como os dados de qualidade e condições de boas práticas de fabricação e controle”, acrescenta o texto.

Segundo a Anvisa, as informações servirão para avaliar a equivalência da vacina produzida na Índia quanto à resposta da imunogenicidade, ou seja, a habilidade de a vacina ativar resposta ou reação imune contra o coronavírus, tais como o desenvolvimento de anticorpos específicos, respostas de células T, reações alérgicas ou anafiláticas. “Ou seja, é necessário entender se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido e que teve os dados clínicos aprovados”, reforça a Anvisa.

A agência diz, ainda, que não fará nenhum retrabalho durante sua análise e que já tem trabalhado para aproveitar a análise de agências de referência e focar em questões que são específicas para o Brasil. “A Anvisa e a Fiocruz seguem em comunicação para otimizar as avaliações e a entrega dos documentos necessários par avaliação e decisão da agência”, informa a Anvisa.

LEIA MAIS: Clínicas particulares brasileiras negociam compra de vacina da Índia; imunizante já foi liberado no país de origem

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