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Anvisa determina recolhimento de Queijo Minas por risco de contaminação

Anvisa também determinou, nesta quarta-feira, o recolhimento do Molho Pesto Vermelho com Mascarpone, da marca De Cecco

Por Anna Caroline Santiago.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de queijo minas artesanal contaminado por níveis de coliformes acima do permitido e de um lote de molho pesto com falha na rotulagem de alergênicos. As medidas foram publicadas nesta quarta-feira (29), no Diário Oficial da União, e envolvem recolhimentos voluntários realizados pelos próprios fabricantes.

Segundo a Anvisa, os produtos afetados não devem ser comercializados nem consumidos pelos clientes que adquiriram os lotes.

Contaminação de Queijo Minas

Anvisa determina recolhimento de Queijo Minas por risco de contaminação. Foto: divulgação

O recolhimento do queijo atinge exclusivamente o Queijo Minas Artesanal da marca Militão da Canastra, lote 42, fabricado em 30 de junho de 2026, com validade até 30 de setembro de 2026.

De acordo com o órgão, a fabricante Queijaria Militão da Canastra (SIF 5256) iniciou o recolhimento voluntário após uma análise oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificar contagem de coliformes a 30°C e de coliformes termotolerantes a 45°C acima dos limites estabelecidos pela legislação sanitária.

A presença desses microrganismos em níveis elevados pode indicar falhas nas condições de higiene durante a produção, processamento ou manipulação do alimento, aumentando o risco de contaminação.

Além do queijo, a Anvisa também determinou o recolhimento do Molho Pesto Vermelho com Mascarpone, da marca De Cecco, referente ao lote 07225288.

Neste caso, o problema não está relacionado à qualidade microbiológica do produto, mas à rotulagem. Segundo a fabricante, Cia Bel de Alimentos (Festval), o molho foi comercializado sem a declaração obrigatória da presença do alergênico nozes na embalagem, informação essencial para consumidores com restrições alimentares.

O que fazer se você comprou um dos produtos?

A Anvisa orienta que os consumidores não utilizem nem consumam os produtos pertencentes aos lotes afetados. Quem comprou um dos itens deve procurar o fabricante ou o estabelecimento onde a compra foi realizada para obter informações sobre o processo de recolhimento e solicitar a substituição do produto ou o reembolso, de acordo com a política da empresa.

Outras determinações da Anvisa

Anvisa proíbe venda de azeite extravirgem por origem desconhecida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de todos os lotes do azeite de oliva extravirgem da marca San Oliveto. A medida também determina a suspensão da fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.

Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada porque o azeite possui origem desconhecida. A agência informou ainda que a empresa importadora está com o CNPJ inapto desde 23 de junho de 2026 e possui endereço desconhecido.

Além disso, um laudo de análise apresentou resultado insatisfatório em um dos ensaios realizados no produto, o que reforçou a determinação de retirada do mercado.

Colírios importados da França

Anvisa suspende venda de colírios importados da França. Foto: divulgação

Anvisa determinou a suspensão da importação de colírios importados, géis oftálmicos e outros medicamentos produzidos pela empresa Excelvision. Os produtos importados da França estão proíbidos de acordo com resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

A medida afeta diretamente os colírios Hyabak e Thealiz Duo, que tiveram suspensos todos os lotes produzidos na fábrica da Excelvision a partir do dia 5 de junho de 2026. A Anvisa também vetou a importação do medicamento Zonidra (20 MG/ML X 5 ML) que, embora possua registro regularizado no Brasil, nunca chegou a ser comercializado no mercado nacional. 

A orientação oficial da autarquia é que os consumidores interrompam o uso desses produtos imediatamente, confiram a rotulagem para verificar o local de fabricação e entrem em contato com a empresa responsável.

Leia mais: Dois jovens estão desaparecidos há mais de uma semana no sul da Bahia

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