Advogado pede na Justiça anulação de medidas adotadas por ACM Neto no combate ao coronavírus
Advogado pede na Justiça anulação de medidas adotadas por ACM Neto no combate ao coronavírus
Por Da redação.
O advogado e professor de direito, Henrique Quintanilha, impetrou um “Habeas Corpus Coletivo Preventivo” no Tribunal de Justiça da Bahia contra o Prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Ele alega que o executivo municipal comete "abusos de poder e confinamento em massa da população", fazendo referência às medidas restritivas adotadas durante a pandemia do coronavírus.
O processo foi protocolado na noite de sábado (16/5) no Plantão Judicial Criminal de 2º Grau, e aguarda julgamento do desembargador Aliomar Silva Britto. Em sua ação, o advogado ressalta que objetiva garantir o direito de ir e vir do cidadão.
Na solicitação, Quintanilha considera que a “ameaça” à essa liberdade pode acarretar em “prisões ilegais sem previsão típica, constricção abusiva de seus bens de uso pessoal ou comercial para manutenção de sua vida digna e de suas respectivas famílias, seja carroças de comércio ambulante a veículos automotores em Blitzes abusivas, e mesmo para prevenir a decretação já aventada de um 'lockdown' no município”.
Em entrevista ao Aratu On, o advogado salientou que não quer dizer como o prefeito deve administrar a cidade. Segundo ele, a ideia é que o judiciário proíba certas medidas. "O prefeito não pode fazer lockdown, não pode fechar ruas e avenidas, não pode proibir que as pessoas façam carreatas, que elas usem seus automóveis, que façam cooper e andem ao ar livre sem aglomerações", ponderou.
Ainda de acordo om o impetrante da ação judicial, esse direito fundamental do ir e vir só pode ser relativizado, em estado de sítio. "No Brasil não foi decretado e isso é competência do presidente, lembrando que o Congresso Nacional tem que aprovar", concluiu. Até o final de semana, a gestão municipal tinha anunciado fechamento do comércio e de ruas na Pituba, Boca do Rio, Plataforma e Avenida Joana Angélica.
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