Existe um “vice-Papa”? Como fica o comando do Vaticano com a recuperação de Leão XIV
Saiba como o Direito Canônico organiza a gestão das decisões religiosas e burocráticas
Por Isabela Cardoso.
O Papa Leão XIV foi submetido a uma cirurgia nesta terça-feira (13) para a remoção do lobo inferior do pulmão direito, no Hospital Universitário Agostino Gemelli, em Roma. O procedimento cirúrgico confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão.

De acordo com informações divulgadas pelo Vaticano, a operação durou cerca de 90 minutos, foi realizada com sucesso e não apresentou complicações. O pontífice, de 71 anos, despertou normalmente após a intervenção e foi transferido para o quarto localizado no décimo andar do centro médico.
Todos os compromissos públicos do papa foram cancelados até o dia 20 de outubro, com previsão de uma semana de recuperação hospitalar.
A gestão da Santa Sé durante o afastamento
A hospitalização do pontífice não paralisa a estrutura administrativa da Igreja Católica. A legislação eclesiástica não prevê normas para a transferência formal do comando da Santa Sé em casos de incapacidade temporária ou recuperação médica, mantendo a autoridade integral sob a figura do papa, mesmo durante o período de internação ou anestesia.
A rotina diária e as atividades burocráticas do Vaticano continuam sendo conduzidas pela equipe administrativa e pelos órgãos da Cúria Romana:
- Atividades rotineiras: seguem o fluxo normal sob a gestão dos departamentos executivos da Santa Sé.
- Decisões pontifícias: matérias e atos que exigem a assinatura ou autorização direta do papa permanecem aguardando a sua liberação oficial.
- Precedentes históricos: em internações anteriores, pontífices como João Paulo II e Francisco mantiveram a edição de leis, decretos e declarações oficiais diretamente do ambiente hospitalar.
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