Jaques Wagner admite relação com ex-sócio do Banco Master e critica ação da PF
Wagner criticou também, nesta sexta-feira (26), a atuação da Polícia Federal (PF) durante a nova fase da Operação Compliance Zero
Por Victor Souza.
O senador Jaques Wagner (PT) admitiu nesta sexta-feira (26) a relação com o banqueiro ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Wagner criticou também, nesta sexta-feira (26), a atuação da Polícia Federal (PF) durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Ele foi alvo da ação realizada na última quinta-feira (18).

O petista manteve seu posicionamento, onde reconheceu Augusto Lima e disse que teria uma relação com ele. No entanto, Wagner apontou que não teria nenhuma relação com a empresa da nora.
“Conheci Augusto Lima no processo de privatização [do Cesta do Povo]. Criou-se uma relação. Sei que muita gente tem consultorias espalhadas pelo país. Eu poderia ter uma consultoria, não poderia? Não tenho. A Polícia Federal está construindo uma tese de que essa empresa da minha nora na verdade foi construída para me servir. Não tenho nada a ver com a empresa”, disse em entrevista à Folha de S.Paulo.
Wagner admite relação com ex-sócio do Banco Master
O senador ainda que a PF precisa comprovar uma relação de troca entre ele e os empresários. Jaques considerou ainda que viajar e pegar carona em jantinhos com empresários não seriam “problemas”.
"Está se tentando criar uma retórica hipócrita. Tenho relação com uma porção de gente. Aí o cara diz para mim: 'terça-feira eu estou indo para Brasília, quer ir de carona?' Eu vou, qual o problema? Fica-se criminalizando qualquer tipo de relacionamento. Óbvio que de vez em quando eu pego carona. O que a Polícia Federal tem que comprovar, e não vai, é a relação de troca", questionou o ex-líder do governo no Senado Federal.
Wagner critica atuação da PF em Operação Compliance Zero
O senador ainda disse na entrevista que considerou como “patacoada” as fotos divulgadas pela Polícia Federal com o dinheiro encontrado e os relógios apreendidos em um endereço ligado a ele no Distrito Federal.
Jaques Wagner indagou o jeito como a operação foi realizada, já que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou que os trabalhos fossem “discretos”.
"Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato. Se a Polícia Federal vai continuar nesse tipo de espetacularização, acho que o chefe da Polícia Federal tem que tomar conta", reverberou.
Ele manteve sua manifestação inicial de que não deixaria o cargo. Em entrevista na última semana, o senador chegou a dizer que só sairia da liderança se Lula determinasse.
Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após reunião com Lula
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou na última quarta-feira (24) que deixará o cargo de líder do governo Lula no Senado Federal. A decisão foi tomada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião entre os dois em Brasília.
Em uma publicação nas redes sociais, Jaques Wagner afirmou que o encontro foi “uma conversa entre amigos” e disse que, neste momento, sua prioridade será concentrar esforços para provar sua inocência diante das acusações que envolvem seu nome.
O senador também declarou que pretende se dedicar à reeleição do presidente Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além de sua própria candidatura ao Senado ao lado do ex-governador Rui Costa (PT).
Jaques Wagner foi alvo de operação da Polícia Federal sobre Banco Master
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18). A investigação apura a suposta participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional, com foco no Banco Master.
Além de Wagner, foram alvos de mandados de busca o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e os empresários Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, pai de Eduardo.
STF impõe restrições a Jaques Wagner após operação da Polícia Federal
O senador Jaques Wagner (PT) deverá cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e suposto favorecimento ao Banco Master. Segundo os investigadores, o parlamentar teria recebido vantagens indevidas em troca de atuação política alinhada aos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional. Em nota, Wagner negou as acusações.
Entre os benefícios sob investigação está um apartamento de luxo localizado no condomínio Poème Horto, no bairro do Horto Florestal, em Salvador. De acordo com a Polícia Federal, há suspeitas de que o imóvel tenha sido utilizado como forma de pagamento de propina.
Como parte das medidas cautelares impostas pelo STF, Jaques Wagner está proibido de manter contato com gerentes, administradores, corretores, funcionários, engenheiros, arquitetos ou quaisquer colaboradores das empresas MD BA Parque Florestal Construções e Grupo Moura Dubeux, responsáveis pelo empreendimento onde está localizado o imóvel investigado.
O senador também não poderá exercer atividades de gestão, administração, representação, consultoria, contratação, intermediação ou negociação com pessoas jurídicas envolvidas nas apurações.

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