Bruno Monteiro descarta comando da Secom e foca na campanha de Jerônimo
Campanha de Jerônimo é a prioridade: Bruno Monteiro descarta comando da Secom, explica a escolha de Luciano Sued para a pasta
Por João Tramm.
Em entrevista ao Linha de Frente, da Antena 1, o ex-secretário de Cultura da Bahia explicou a escolha do nome do novo chefe da comunicação do governo do estado. Bruno Monteiro descarta comando da Secom e nega que assumirá a Secretaria de Comunicação (Secom) do Estado após a saída de Marcos de Flora.
Durante o papo, o petista afirmou que está afastado do cargo para se dedicar exclusivamente à coordenação da comunicação da campanha do governador Jerônimo Rodrigues, função que também exerceu nas eleições de 2022.
Questionado sobre os rumores de que poderia assumir o comando da Secom, Bruno foi categórico ao afastar a possibilidade.
"Não teria nenhum sentido eu, como eu falei aqui no início, eu tô afastado das funções de secretário da cultura para cuidar agora da campanha eleitoral. É esse o nosso foco e a gente tá todo mundo nessa mesma direção."
Segundo ele, toda a equipe está concentrada na disputa eleitoral, tornando incompatível qualquer mudança para assumir uma secretaria neste momento. Bruno Monteiro integrava a Cultura até o último dia 13 de julho, quando se afastou do cargo.
Antes de pausar suas atividades no governo, ele participou de entregas importantes, como a requalificação do Teatro Castro Alves (TCA) e o lançamento da Bahia Filmes. Iniciativas que ele destacou durante a entrevista ao jornalista Pablo Reis.
Bruno Monteiro descarta comando da Secom e explica sucessão na pasta
Apesar de negar o convite para a Secom, Bruno Monteiro comentou a escolha de Luciano Sued para comandar interinamente a secretaria. Ele classificou a decisão como uma "solução caseira", destacando a experiência do atual chefe de gabinete da pasta.
De acordo com Bruno, Sued atua há muitos anos na Secom, possui reconhecimento técnico e sempre esteve próximo das decisões estratégicas da secretaria. Ainda segundo ele, o nome foi bem recebido pelos servidores e já havia sido acionado em outros momentos de transição administrativa.
O ex-secretário também elogiou o trabalho desenvolvido por Marcos de Flora à frente da comunicação do governo. Segundo Bruno, o antigo titular promoveu uma reorganização interna, implantou novos processos e trouxe contribuições importantes para a área.
Ele explicou ainda que a saída de Marcos de Flora ocorreu por motivos pessoais: "Questões familiares pessoais no Rio de Janeiro."
Bruno acrescentou que a mudança já vinha sendo discutida com o governador há cerca de um mês, o que permitiu uma transição planejada.
Além da sucessão na Secom, Bruno Monteiro aproveitou para defender o papel da comunicação institucional. Na avaliação dele, a função da comunicação pública vai além da divulgação das ações do governo e deve garantir que a população conheça os serviços e direitos disponíveis.

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