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Brasil não sustenta queda na transmissão de coronavírus, indica cálculo

Brasil não sustenta queda na transmissão de coronavírus, indica cálculo

Por Da redação.

Brasil não sustenta queda na transmissão de coronavírus, indica cálculoAgência Brasil

A velocidade de contágio pelo novo coronavírus voltou a crescer no Brasil, depois de ter descido pela primeira vez desde abril a níveis de controle, na semana passada. De acordo com a Folha de São Paulo, os cálculos, com base no número de mortes por Covid-19, são do Imperial College, referência em acompanhamento de epidemias.

Segundo o centro de doenças transmissíveis da universidade britânica, a taxa de transmissão (Rt) brasileira para a semana que começou neste último domingo (23/8) é 1, ou seja, cada infectado transmite a doença para uma pessoa, mantendo constante o contágio.

Na semana anterior, o índice do país desceu pela primeira vez em quatro meses abaixo de 1, o que indica uma desaceleração da transmissão. Na América do Sul, outros países já haviam feito o mesmo movimento sem manter o recuo, como Equador e Bolívia.

O Chile, que ficou oito semanas com a taxa de contágio em desaceleração, voltou a apresentar Rt = 1. O Peru é nesta semana o único país sul-americano a ter sua taxa de transmissão abaixo de 1 pelo Imperial College. O país registrou 0,98, o que indica que cada 100 infectados contagiam outros 98, que por sua vez passam o vírus para 96, depois 94, reduzindo o alcance do patógeno.

Em entrevista nesta terça (25/8), a Opas, braço americano da Organização Mundial da Saúde alertou para a necessidade de manter a vigilância no continente. Segundo o órgão, apesar de vários países apresentaram menor velocidade de expansão da doença, os patamares ainda são altos e tanto governos quanto indivíduos devem manter medidas de prevenção.

São sete os países da América do Sul com transmissão fora de controle, de acordo com o centro britânico, que acompanha todos os que tiveram ao menos dez mortes em cada uma das duas últimas semanas.

O Imperial College calcula a taxa de transmissão com base no número de mortes reportadas, porque o dado é menos sujeito a subnotificações que o de casos registrados; como há uma defasagem entre o momento do contágio e a morte, mudanças nas políticas de combate à epidemia levam em média duas semanas para se refletirem nos cálculos.

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