“VAMOS DEVAGAR”: Companheiros de Dida pedem cautela na comparação com nova promessa do gol do Vitória
“VAMOS DEVAGAR”: Companheiros de Dida pedem cautela na comparação com nova promessa do gol do Vitória
Por mais que se negue, a comparação é inevitável. Se antes o burburinho residia apenas na Toca do Leão, bastou terminar o Ba-Vi e uma exibição de gala para o assunto ganhar dimensão nacional. “Surge um novo Dida”, destacaram os jornais Brasil afora.
Pois é, a vida do goleiro Caíque, 19 anos, mudou da “água para o vinho” como o mesmo fez questão de dizer ao Aratu Online. No bate-papo por telefone, o filho de dona Rita e de seu Marcos, disse enxergar a comparação de “forma tranquila”, porém foi bastante cauteloso.
“As pessoas aumentaram um pouco (risos), né? Mas por um lado fico feliz ao ser comparado com o Dida. Quem não ficaria?”, indagou. Quando questionado sobre a responsabilidade de agora em diante carregar esse peso, Caíque é sincero. “Quem vive do futebol, tem altos e baixos. Posso até ter feito uma boa partida, mas sei que um dia não irei tão bem assim. Espero que demore (risos). Fico muito feliz por ter feito uma estreia tão boa e logo num clássico Ba-Vi. O engraçado é que apesar de toda pressão fiquei bastante tranquilo”, disse.
E foi justamente “essa tranquilidade” que fez o ex-meia Paulo Isidoro estabelecer um paralelo entre Caíque e Dida. O baiano, de 42 anos, tem propriedade para falar sobre o assunto. Afinal, Isidoro integrou o elenco, ao lado de Dida, que fez do Vitória vice-campeão brasileiro, em 1993.
“Eu atuei um bom tempo com o Dida no profissional do Vitória. Sempre foi um cara muito calmo e o Caíque mostrou justamente isso. Não vi, em momento algum do clássico, ele perder a cabeça se desesperar. Fora que o contexto, na teoria, não era nada favorável. Era a estreia no time profissional e, de cara, num Ba-Vi. A maioria da torcida era do time rival, enfim. A personalidade é muito parecida, mas acho prematuro fazer essa comparação com o Dida. Foi apenas um jogo”, destacou Isidoro.
CALMA, GENTE
O pensamento é semelhante ao de João Marcelo. O ex-zagueiro, que também fez parte da empolgante campanha rubro-negra na Série A, acha “exagerado” traçar um paralelo entre os dois goleiros. “A semelhança que vejo é por serem goleiros negros. Eu acho muito precipitado fazer uma comparação como esta”, disse João Marcelo, que vai além.” É óbvio que ele é um goleiro que tem futuro, mas é preciso cuidado nessas afirmações. As bolas (defendidas por Caíque) foram defensáveis”, opinou Marcelo.
Já Rodrigo Chagas, lateral daquele time, rebate os ex-companheiros de time. Para ele a semelhança entre Caíque e Dida não é só física, mas, também, nos quesitos de “personalidade” e “técnica”. “Ele é um jovem muito focado, centrado em seus objetivos. O acompanho desde à época do Bahia, quando eu estava trabalhando na base de lá. O Caíque sempre foi comprometido, tem um futuro muito promissor. Ainda vejo semelhança na parte técnica. Ele é muito arrojado assim como o Dida era. Tem uma boa envergadura e saída do gol”.
Por fim, Etiene Martins, que foi um dos treinadores de Caíque durante sua formação no Bahia, exalta o ex-tricolor. “Caíque chegou no Bahia por volta de 2009/2010. Veio para ser zagueiro, depois virou lateral esquerdo. Ele ia ser dispensado e aí, perguntei a ele: Caíque…seus amigos me disseram que você joga no seu bairro (Cajazeiras) como goleiro. Não quer tentar aqui? Pronto.. Ele foi para o gol e fechou. Infelizmente, ele nos deixou. Mas tem uma carreira promissora. A única diferença para o Dida que vejo é a rodagem. Com 19 anos, o Dida já era bastante ‘rodado’ no gol do Vitória. Já o Caíque está começando agora. Mas desde já, vejo até pontos melhores se comparado ao Dida. A saída de bola, a reposição… Ele já está melhor nesses dois pontos”, defendeu o ex-professor.
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