“SERIA UM SINAL?”: Dez incríveis coincidências entre o atual elenco do Bahia e o time de 1988
“SERIA UM SINAL?”: Dez incríveis coincidências entre o atual elenco do Bahia e o time de 1988
A boa campanha do Bahia neste início de Brasileiro mexeu, definitivamente, com a cabeça do torcedor. Os mais exaltados já falam na conquista da Libertadores em 2018, enquanto os ‘pés no chão’ apenas fazem as contas para a conquista do Tri Brasileiro.
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A última vez que o tricolor se tornou o ‘Senhor do País’ foi em 1988 — e lá se vão 29 anos. Uma feliz combinação entre jogadores locais e um técnico astuto resultaram nesta glória final de um clube nordestino no mais importante torneio brasileiro.
Embora a campanha vencedora tenha ocorrido num contexto bem particular há aspectos que encontram ressonância nesta atual equipe, de 2017. Algumas coincidências técnicas e outras tantas astrológicas já são suficientes para reforçar a convicção que o TRI está destinado ao torcedor do Esquadrão em dezembro.
Maktub!
Veja a lista de coincidências entre o time de 1988 e o atual:
1 – Craque barbudo, camisa 8

Em 1988, Bobô, hoje deputado estadual pelo PCdoB, era o craque do time. Marcou os dois gols da final na Fonte Nova contra o Inter, além de ter feito um antes na semi, contra o Fluminense. Usava a camisa 8 e era barbudo. Numeração e característica física que define o meia Allione. O argentino é o jogador mais técnico do Bahia e já provou que é bom de decisão: marcou um golaço contra o Vitória na semifinal da Copa do Nordeste.
2 – Técnico com passagem pela Seleção Brasileira

Mestre do time de campeão em 1988, o carioca Evaristo de Macedo chegou ao Bahia para a temporada de 1988 trazendo no currículo uma passagem no comando da Seleção, em 1983. Além de ter jogado também com a própria amarelinha nos anos 1950. O atual comandante Jorginho, também carioca, foi campeão mundial com a Seleção em 1994, nos Estados Unidos. Em 2010, foi auxiliar (quase um segundo técnico, nas palavras de Dunga) na Copa da África do Sul.
3 – Título importante antes do Brasileiro

Antes de começar o Brasileirão de 1988, o time do Bahia passou por um teste de ferro: foi tricampeão baiano com autoridade vencendo o Vitória por 3 a 0, na Fonte Nova. Em 2017, o Bahia foi campeão do Nordeste diante do Sport também com enorme superioridade: melhor defesa e melhor ataque da competição.
4 – O pau comeu no Ba-Vi

No Ba-Vi que deu o tri estadual ao Bahia, o pau comeu. Jogadores se envolveram numa confusão sem precedentes na Fonte Nova e desceram o sarrafo até a polícia acalmar os ânimos. Em 2017, a mesma história. Nas semifinais do Nordestão, após o jogo, jogadores de Bahia e Vitória saíram na mão na descida para o vestiário.
5 – O time melhorou quando o centroavante saiu

O Bahia de 1988 só engrenou pra valer depois que o atacante Renato deixou a equipe. Ele era o homem referência na área, mas não vinha rendendo e perdia muito gol. Na derrota para o Botafogo por 1 a 0, na Fonte Nova, ele pediu as contas e a partir dali o Bahia deu liga e foi adiante. Em 2017, o time evoluiu muito após a contusão de Hernane. Ele se machucou coincidentemente também num jogo que o Bahiaperdeu: 2 a 1 para o Vitória, no Barradão. Desde então, o desempenho do Bahia é outro e o ataque tem mostrado muito mais qualidade ofensiva.
6 – Goleiro caseiro contestado

Em boa parte da campanha do título quem fechava a meta tricolor era o arqueiro Sidimar. Mas, antes do Brasileiro terminar, ele não teve o contrato renovado pela diretoria. Ronaldo, revelado pela base, foi quem assumiu e fechou o gol. Antes, era contestado por ser pequeno, ter um temperamento explosivo e não passar confiança. Em 2017, o goleiro é Jean, também da base. Boa parte da torcida não confia plenamente nele por ser aparentemente pequeno, ter um temperamento explosivo e ter falhado na final do Nordestão de 2015, contra o Ceará.
7 – Volante pegador com saída de jogo

O time de 1988 tinha uma alma, que atendia pelo nome de Paulo Rodrigues. Camisa 5, tinha habilidade de marcação, qualidade no passe e também para armar jogadas. Neste time de 2017, Renê Júnior tem sido o destaque até aqui: poder de desarme, força física e arrancada na chegada para o ataque. Já marcou até um gol neste Brasileiro, o primeiro na vitória de três contra o Atlético Goianiense.
8 – O ‘Zé’ no ataque

O time de 1988 tinha em Zé Carlos seu artilheiro. Com chutes fortes e bons lançamentos fez 11 gols naquela campanha vencedora. Este, de 2017, tem Zé Rafael. Contra o Atlético-GO, Zé foi um dos melhores destaques do time e deixou a torcida com esperanças.
9 – Presidentes primos

O presidente campeão de 1988 é Paulo Virgílio Maracajá Pereira. O atual é Marcelo Pereira Sant’Ana. O “Pereira” entre eles, nesse caso, não é apenas uma coincidência. Os dois são primos, embora afirmem que não tenham uma relação próxima
10 – Vice do PMDB 
Se é bem verdade que o Brasil é um país de poucos momentos de estabilidade política, não podemos negar que alguns momentos as coisas se acirram mais que em outras Em 19 de fevereiro de 1989, quando o Bahia sagrou-se Bi Brasileiro, o presidente do país era um vice do PMDB que chegou ao poder por uma via, digamos assim, improvável. José Sarney, segundo na linha sucessória, assumiu o mandato após a morte de Tancredo Neves. O Brasil vivia uma intensa crise econômica com desdobramentos na política.
Em 2017, Michel Temer governa o país após a queda de Dilma. Ele era o vice na chapa, mas se tornou o mandatário maior. Brasil vive uma intensa crise econômica com desdobramentos na política.
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