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DECISÃO: Após morte de torcedor, MP pode determinar torcida única nos próximos Ba-Vis

DECISÃO: Após morte de torcedor, MP pode determinar torcida única nos próximos Ba-Vis

DECISÃO: Após morte de torcedor, MP pode determinar torcida única nos próximos Ba-VisReprodução Aratu Online

A morte do torcedor Carlos Henrique Santos de Jesus, de 17 anos, na saída do clássico Ba-Vi, disputado no último domingo (9/4), pode culminar em uma decisão inédita no futebol da Bahia. O Ministério Público do Estado se pronunciou sobre o ocorrido e diz estudar a implementação de torcida única já para os próximos confrontos entre as duas principais equipes, marcadas para o fim do mês.

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“A morte do jovem foi um fato gravíssimo, mas além disso ainda tivemos também os confrontos antes do início da partida [45 torcedores de Bahia e Vitória foram detidos na entradas do estádio]. Vamos conversar com os dois clubes e com a Federação Bahiana de Futebol (FBF) para tentar chegar a um acordo. Estudamos também a possibilidade de usar os mecanismos permitidos na lei para seguir o caminho que imaginamos ser o mais correto”, diz Olímpio Campinho, promotor do MP, favorável à medida.

Campinho diz que já tem estudado o modelo adotado em São Paulo, que impede duas torcidas em clássicos há tempos. “Lá, esse ano, até aqui, não houve registros de violência. Isso é um dado que consideramos importante”. Questionado se esta medida não representaria um caminho sem volta na busca da civilidade em estádios baianos, o promotor afirma que a torcida mista, adotada na última partida na Arena Fonte Nova, “é uma iniciativa interessante, no entanto, corre risco de deixar de existir por conta da violência”, afirma.

“Já sabemos que a torcida mista não tem nada a ver com o episódio de violência no último Ba-Vi. No entanto, para evitar novos episódios como estes, a torcida única é uma possibilidade real que impediria situações de morte e confrontos como os deflagrados em praça pública”.

OUTRO LADO

Por nota, em seu site oficial, a direção do Esporte Clube Bahia diz lamentar “as declarações do promotor Olímpio Campinho que vê em torcida única uma solução para o futebol baiano”. No texto, diz ainda que “o problema não está no esporte, mas nas crises de segurança pública, educação e desemprego. O poder público, historicamente, tem dificuldades para cumprir seu papel. De fato não é fácil”.

O clube, 48 horas após a morte do torcedor Carlos Henrique Santos e críticas nas redes sociais, se solidarizou com a dor da família que perdeu o jovem. “Mais uma vítima de um Brasil maltratado, violento e que precisa de bons exemplos”, diz a nota tricolor.

 

 

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