VAI PARAR DE NOVO: Campo Grande tem protesto pela manhã e terá nova manifestação às 15h
VAI PARAR DE NOVO: Campo Grande tem protesto pela manhã e terá nova manifestação às 15h
Por Da redação.
A concentração da manifestação no Campo Grande, marcada para sair às 9h, reuniu várias pautas além da insatisfação contra o pacote de reformas do governo Temer, na manhã desta sexta-feira (28/4).
Uma delas foi a manifestação pelas moradias populares no Centro Histórico da cidade. “Querem nos expulsar de lá para encher de comércio”, protestou a moradora do Pelourinho Marisei dos Santos. De acordo com ela, os moradores do Centro Histórico tem sido interpelados por entidades como a Conder irem para bairros afastados, perdendo o direito a moradia.
Às 15 horas, uma nova manifestação ocorrerá reunindo lideranças sindicais e trabalhadores. A concentração será no Campo Grande e os manifestantes vão caminhar até a Praça Municipal, na Castro Alves.
Em Salvador, a expectativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) é contar com mais de 90% das categorias participando da greve. ?Todos realizaram assembleias, aprovando a decisão e a adesão vai ser maciça?, garantiu o presidente Cedro Silva.
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Segundo o líder sindical, os trabalhadores, há algum tempo, estiveram debatendo e se mobilizando para esse dia e ficou combinada a participação de todas as classes, com a exceção, apenas, daqueles que realizam trabalhos essenciais à população, como os policiais e profissionais da área de saúde, que atuarão em caráter de emergência.
O protesto de hoje é focado nas questões relacionadas com os direitos do trabalhador brasileiro, mas Cedro não descarta que será uma oportunidade para chamar a atenção de outras pautas que envolvem o atual governo, que enfrenta um desgaste de popularidade por forte crise política, econômica e social.
?Precisamos discutir os problemas do trabalhador na amplitude da situação. O país está desgovernado. Esse governo não tem legitimidade para nada, muito menos para fazer reformas?, ressaltou.
CIENTISTA POLÍTICO CRITICA AMPLA DISCUSSÃO
Apesar da forte mobilização dos organizadores, a adesão expressiva que é esperada não pode ser considerada como uma certeza, segundo o posicionamento do cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Fábio Dantas.
Para o especialista, o tema da Previdência tem grande apelo social e, em tese, pode produzir manifestações relevantes. Porém, a discussão de assuntos mais restritos aos movimentos organizados deixa o que deveria ser o foco dessa manifestação sem o peso político suficiente para promover a coesão dos interessados.
?A condução política está sendo direcionada de forma a desestabilizar o governo e as ações são claramente vinculadas a uma estratégia de oposição?, advertiu Paulo Fábio, ressaltando que existem pessoas contrárias às propostas de reforma trabalhista e da Previdência, que acreditam que uma desestabilização do governo não é algo positivo.
*Publicada originalmente às 12h08
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