UM ANO PÓS-IMPEACHMENT: O Brasil mudou com a saída de Dilma e a posse de Temer?
UM ANO PÓS-IMPEACHMENT: O Brasil mudou com a saída de Dilma e a posse de Temer?
Um ano após o afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), completados na última quinta-feira (31/8), o Brasil ainda continua longe de um cenário desejado pelo povo. Para muitos, o que era preocupante está cada dia mais complicado, apesar de o atual governo afirmar que o país começa a mostrar fôlego para sair de uma crise política e econômica.
Durante o processo de impeachment que impediu Dilma de continuar seu mandato, faltando dois anos para o seu fim, a frase ?Deus tenha misericórdia desta nação?, proferida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB), ecoou como um pedido. Com a efetivação da denúncia, será que o ?todo poderoso? teve realmente piedade dos brasileiros? Onde está ele agora?
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A petista saiu do Palácio do Planalto garantindo que a ?história seria implacável?, enquanto Michel Temer (PMDB) ocupava oficialmente o cargo prometendo ser um governo de ?travessia para dias melhores?.
O Aratu Online, portanto, relembra esta travessia.
Economia
A principal meta do governo na economia foi o ajuste nas contas públicas. Assim que assumiu o cargo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que apenas o equilíbrio fiscal poderá fazer com que os investimentos voltem ao Brasil e gerem empregos.
Uma das medidas dentro do ajuste foi a aprovação, pelo Congresso, em dezembro do ano passado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos, limitando, por 20 anos, os gastos públicos à inflação do ano anterior. A medida sofreu críticas segundo as quais retiraria investimentos da saúde e educação, que têm percentuais mínimos de investimento previstos na Constituição.
Política
Em um ano, o Executivo enviou ao Parlamento mais de 80 propostas, entre elas as reformas do ensino médio, da Previdência e a trabalhista, além da PEC que limita os gastos públicos. Segundo levantamento do Centro de Documentação e Pesquisa da Câmara, deste número, mais da metade das propostas são medidas provisórias, que tramitam em regime de urgência.
A aprovação ou não das propostas foi o termômetro da relação do governo com os parlamentares. A primeira vitória foi a aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, considerada fundamental pelo governo para o ajuste fiscal e para retomada da credibilidade da economia.
Educação
Com auxilio do Congresso Nacional, foi aprovada a reforma do ensino médio, onde os estudantes poderão escolher formação em uma das cinco áreas: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e sociais aplicadas e formação técnica e profissional. De acordo com o governo, a reforma modernizará e irá melhorar o ensino.
A reforma sofreu resistência de movimentos educacionais, por ter sido votada em forma de medida provisória, e estudantes chegaram a ocupar mais de mil escolas e universidades, o que levou ao adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em determinados locais.
Lava Jato
A operação que investiga esquemas de corrupção em diversas estatais atingiu integrantes do governo. Em fevereiro deste ano, o presidente Michel Temer anunciou que os ministros que se tornarem réus na Operação Lava Jato serão afastados do cargo provisoriamente, desde que as denúncias reúnam provas que possam ser acolhidas.
Em abril, oito ministros do governo Temer foram citados em delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht.
Política externa
No primeiro ano de governo, Temer deu prioridade à política interna, por causa da aprovação das reformas, e fez poucas viagens internacionais.
Em um ano de governo, destaca-se uma ida de Temer à China, em setembro do ano passado, para encontrar-se com empresários e participar de eventos relativos ao G-20. No mesmo mês, o presidente foi a Nova York, nos Estados Unidos, para participar da sessão de abertura e de diversos encontros promovidos durante a 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
*Publicada originalmente às 6h25
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