TERRORISMO: ‘Efeito imitação’ influenciou falso homem bomba, diz especialista
TERRORISMO: ‘Efeito imitação’ influenciou falso homem bomba, diz especialista
Em menos de 72 horas, o mundo viveu três casos graves relacionados a atentados terroristas. Na Alemanha, foram dois: o primeiro, na última sexta-feira (22/7), um ataque com arma de fogo acabou com 9 mortos e 27 feridos em Munique. O segundo, ontem (24/7), quando uma explosão em frente a um restaurante deixou um morto e mais 12 pessoas feridas em Ansbach.
Os Estados Unidos, também, foi alvo. Na madrugada desta segunda (25/7), um tiroteio numa boate na Flórida gerou a morte de duas pessoas e mais de 10 feridos. Salvador também entrou na lista e acabou alvo da ‘onda de terror’.
Ontem, o bacharel em direito, Frank Oliveira da Costa, simulou possuir um suposto explosivo na barriga durante a prova do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , realizado na Unijorge, na Paralela. Felizmente, o caso não passou de um ‘alarme falso’. Não houve mortos, tampouco feridos.
A proliferação de atentados terroristas mundo a fora preocupa bastante a psicanalista Maria Auxiliadora. Para ela, tamanha violência acaba influenciando e estimulando “pessoas que estão em vulnerabilidade emocional”.
“É uma situação bastante triste e preocupante. Acho que toda essa questão de terrorismo que vemos diariamente nos meios de comunicação… atentados seja na Alemanha, nos Estados Unidos, na França, por exemplo, está cada vez mais ‘tocando’ em pessoas que passam por algum tipo de angústia, um momento de sofrimento psicológico”, ressalta Auxiliadora, que faz um alerta à família.
“Pelo pouco que li nas reportagens sobre o caso desse rapaz, na Unijorge, ele apresentava um nível de sofrimento extremamente elevado. Ele já vinha dando sinais claros que não estava bem, li que ele chegou solicitar que um juiz federal participasse do processo (de negociação para rendição), semanas antes também já teria ido ao prédio dos Juizados Federais questionar o processo do exame da OAB… enfim. Quando uma pessoa chega a fazer um ato extremo como o desse rapaz, não se foi de um dia para o outro. Ele já vinha acumulando uma angústia muito grande. O alerta que faço às famílias é que observem melhor os entes, que estejam passando por um cenário emocional difícil”.
A psicanalista ainda enumera quais os pontos que precisam ser observados. “A família precisa ficar atenta se essas pessoas apresentam insônia elevado, alto índice de pessimismo, de inquietação…. os familiares precisam ‘ler isso’ e buscar a ajuda de profissionais, que poderão amenizar esse drama com uma terapia, uma psicanálise ou, no último caso, até mesmo com o uso de remédios controlados”, concluiu.
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