Siga o Aratu ON no GoogleE veja as notícias do Brasil e da Bahia com destaque nas suas buscas.
Adicionar

Temer sabia de tensão entre PCC e Comando Vermelho desde as Olimpíadas, diz ministro

Temer sabia de tensão entre PCC e Comando Vermelho desde as Olimpíadas, diz ministro

Por Da redação.

Temer sabia de tensão entre PCC e Comando Vermelho desde as Olimpíadas, diz ministroReprodução / Internet

Nas últimas semanas, o país acompanha quase que, diariamente, cenas de terror em presídios no quatro cantos do país. A barbárie vista no sistema carcerário brasileiro é reflexo direto da disputa de facções entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV).

Curiosamente, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (19/01), o ministro Raul Jungmann (Defesa) revela que o presidente Michel Temer acompanhava, já no meio do ano passado, a ampliação da disputa entre as duas facções no Brasil, e também fora do país.

Segundo ele, no período da Olimpíada, o governo já tinha conhecimento sobre a ampliação da disputa de mercado entre o PCC e o CV. “Ficou evidente que haveria necessidade de uma resposta”, disse.

Diante desse quadro, segundo ele, já havia uma expectativa de que os militares fossem acionados a agir, mas não sabia que seria nos presídios. “Não sabíamos o dia ou exatamente o que viria, mas sabíamos que seríamos convocados a colaborar”, afirmou.

Leia mais: AJUDA: Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte pedem Forças Armadas em prisões

Durante a Olimpíada, segundo o ministro, o governo acompanhou a situação.”Ali nós já sabíamos que você tinha processo de nacionalização do Comando Vermelho e do PCC. Nos chegavam informações de que o PCC estava disputando mercado de produção do Paraguai. O PCC e CV foram aliados e depois romperam na disputa de mercado.”

O ministro afirmou que começou um “processo de retaliação” dentro dos presídios, já que é lá que fica o comando das facções. “Onde o PCC é mais poderoso ele retalia o CV. (…) Onde o CV é mais forte que o PCC, acontece o inverso. Essa disputa acontece nessas duas quadrilhas que se nacionalizaram e que estão se internacionalizando.”

O acompanhamento foi feito durante a Olimpíada principalmente porque o governo temia que grupos terroristas estrangeiros cooptassem as facções. Isso não ocorreu, na avaliação de uma fonte das Forças Armadas, porque o interesse das fações brasileiras é “dinheiro” e não “terror”.

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.