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QUEBRANDO BARREIRAS: Enfretando o preconceito mulheres assumem cargo protagonizados por homens

QUEBRANDO BARREIRAS: Enfretando o preconceito mulheres assumem cargo protagonizados por homens

Quem foi que disse que lugar de mulher é pilotando um fogão? Se você pensou isto está muito enganado! As mulheres vêm assumindo os volantes dos ônibus, de aviões, trens, estão na mecânica, nas corporações policiais e até na presidência da república. Com muita competência, aos poucos elas estão ocupando os espaços no mercado de trabalho, que anteriormente era essencialmente reservado aos homens.

Pensando nisso, o Aratu Online foi em busca de algumas dessas mulheres que ocupam cargos que por muito tempo eram preenchidos somente por homens. Aproveitamos para listar algumas anonimas e outras conhecidas pela população da capital baiana.

Uma delas é Aline Cruz. Nascida em Salvador, desde criança já se mostrava interessada em vencer os desafios que a esperava no futuro. Ela que vive numa sociedade em que o homem é considerado um exemplo de força, garra e autoridade, enfrentou e aceitou os desafios da profissão, entre eles, o medo – afinal ser uma operadora de trem do Metrô de Salvador, não é algo muito fácil de se fazer e ser aceita –  e assumiu o cargo de maquinista há mais de um ano e meio.

“Eu quando entrei na empresa eu auxiliava na recepção de pessoas, foi quando surgiu uma vaga para operadora de trem. Eu decidi participar e graças a Deus fui selecionada”, relembrou.

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Foto: Andrea Chaves

Logo ali, próximo da estação do Metrô de Pirajá, encontrei uma soldado da Polícia Militar, Joana Santos, estar na corporação há quase dez anos. Tímida não quis pousar para foto. “Eu não enfrentei muitas dificuldades para exercer minha função, mas devido a um contexto cultural estabelecidos desde da décadas de 50, em que a maioria dos batalhões eram compostos somente de homens. Eles exerciam a função de oficiais da PM”, disse.

Questionada se enquanto mulher passou por algum tipo de preconceito, afirmou que: “ainda há um certo preconceito. Isto é fato! Você tem que estar se policiando a todo momento e procurar se dar mais para não ser rotulada”.

O preconceito

Elas estão por toda a parte, mas ainda há quem estranhe ver alguém do sexo feminino exercendo determinada profissão. Segundo a rodoviária Rita de Cassia de Jesus, o maior preconceito é justamente das mulheres, que ainda olham com desconfiança, quando entram no ônibus pela primeira vez, e se deparam com uma mulher ao volante. ?Mas isso vem diminuindo com o tempo e logo depois elas se acostumam?, afirmou a motorista.

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Acostumada a conduzir ônibus lotados, Rita afirmou que: “O preconceito ainda hoje é grande, mas aos poucos, as pessoas vão se acostumando. O importante é que fui bem recebida pelos companheiros de profissão e tenho o respeito dos meus chefes”,  afirmou que abraçou a profissão por gostar de dirigir e sentir bem fazendo o que gosta.

Segundo a PM, nos batalhões ela ainda tem que lidar com situações desconfortáveis, como ‘piadinhas’ machistas. “Se eu sofri preconceito? Poucas vezes! Dentro da corporação os colegas sempre procuram ajudar, só um ou outro por conta de uma cultura machista, que ainda fazem questão preservar dentro si a ideia de que a mulher é um sexo ‘frágil’, mas acredito que a mudança dessa mentalidade advém do posicionamento de nós mulheres na corporação,” explicou a soldado.

Representatividade

A Bahia este ano, deu passo para frente no policiamento militar baiano, a major Milanezi é a primeira oficial superior a comandar uma companhia independente da Bahia.

“Quando as pessoas me vêm dirigindo o trem, pedem para tirar fotos e me parabenizam,  isto me deixa feliz”, contou a Maquinista do Metrô. A população brasileira demonstrou confiança no sexo feminino, quando elegeram por duas vezes a presidente afastada Dilma Roussef. Isto perpassa em outros cargos como prefeituras, vereadoras e deputadas.

A operadora do metrô deixou um recado de incentivo para as mulheres, confira:

Participação da mulher no mercado de trabalho

A participação das mulheres no mercado de trabalho atualmente ocupam 5,2 milhões nas empresas e outras organizações formais ativas no país registrou alta de 3,2% entre 2011 e 2012 ? crescimento de 1,5 ponto percentual em relação ao aumento da participação dos homens no período (1,7%).

Apesar da participação da mulher no mercado de trabalho ter crescido no ano passado, ela continua a receber salário menor que o do homem. Porém a participação feminina está sofrendo uma variação, de um ano para outro, este ano ela foi pela primeira vez superior à presença masculina. Enquanto os homens somaram 41,5% (438,9 mil pessoas), as mulheres, 58,5% (619,8 mil pessoas).

Segundo dados disponibilizados pelo IBGE, houve uma melhoria da participação das mulheres no mercado de trabalho também ocorreu em termos salariais. Embora em 2012 os homens tenham recebido, em média, R$ 2.126,67, e as mulheres, R$ 1.697,30, a pesquisa constatou, em relação a 2011, que em 2012 os salários das mulheres tiveram um aumento real superior ao dos homens: 2,4% contra 2%.

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