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Procuradores da Lava Jato mandam carta de demissão e acusam chefe de tentar acabar com operação

Procuradores da Lava Jato mandam carta de demissão e acusam chefe de tentar acabar com operação

Por Da redação.

Procuradores da Lava Jato mandam carta de demissão e acusam chefe de tentar acabar com operaçãoMarcelo Camargo / Agência Brasil

Oito procuradores federais que fazem parte da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo pediram desligamento das atividades nesta quinta-feira (3/9). Em uma carta de 16 páginas, o grupo alegou que a "chefe" da operação tem tentado acabar com as investigações.

De acordo com a Agência Brasil, a atual procuradora titular do 5º Ofício, Viviane de Oliveira Martinez, assumiu o cargo em março deste ano e se tornou a “promotora natural” da Lava Jato, ou seja, a responsável pelo caso em São Paulo. Porém, a carta acusa que ela “estava movida pelo intento central de reduzir drasticamente seu acervo [da Lava Jato]”.

Para eles, Viviane teria tentado esvaziar a operação em São Paulo, evitando que novos casos fossem adicionados ao que a Lava Jato já investigava. “A Força-Tarefa ainda tinha muito a produzir, em frentes de investigação de enorme importância, envolvendo, por exemplo, corrupção em grandes obras (como em diversas linhas do Metrô de SP e nos trechos Sul e Norte do Rodoanel), setores do sistema financeiro e milionários esquemas de lavagem de dinheiro, tanto no Brasil quanto no exterior”, diz a carta.

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O documento coloca que a procuradora tomava as decisões sozinhas, sem consultar os colegas reponsáveis por cada caso. “A situação, entretanto, tornou-se insustentável a partir do momento em que a Procuradora da República Viviane, intensificando sua postura de desmonte do acervo da Força-Tarefa, passou a decidir unilateralmente, sem debater com estes signatários, ou mesmo sequer sem comunicá-los, declinando feitos e trabalhando em várias vias por suas redistribuições”, diz o grupo.

A decisão de desligamento, endereçada ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, foi assinada pela coordenadora da força-tarefa em São Paulo, Janice Ascari, e pelos procuradores Guilherme Gopfert, Lúcio Mauro Fleury Curado, Marília Ferreira Iftim, Paloma Alves Ramos, Paulo Sérgio Ferreira Filho, Thiago Lacerda Nobre e Yuri Corrêa da Luz

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