Preso por corrupção, Pastor Everaldo batizou Bolsonaro e Wilson Witzel
Preso por corrupção, Pastor Everaldo batizou Bolsonaro e Wilson Witzel
Por Da redação.
O presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, foi preso, na manhã desta sexta-feira (28/8), por conta de uma investigação sobre o desvio de recursos públicos da saúde no Rio de Janeiro, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Apontado como chefe do esquema, o governador Wilson Witzel (PSC) foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, entre os fatos marcantes da carreira política de três décadas de Everaldo - quinto colocado na eleição presidencial de 2014 e acusado pela operação Lava Jato de receber R$ 6 milhões da Odebrecht para ajudar Aécio Neves (PSDB) em um debate presidencial na TV - estão o "batismo" religioso e político de duas figuras então aliadas: Jair Bolsonaro (sem partido) e o próprio Witzel.
Foi Everaldo quem acabou trazendo Witzel à política, "inventando" a candidatura de um desconhecido juiz que, colado à imagem de Jair Bolsonaro e empunhando o discurso do "a polícia vai mirar na cabecinha e... fogo!", acabou por desbancar o favorito Eduardo Paes (DEM).
Everaldo foi quem batizou o então deputado federal Jair Bolsonaro, em uma cerimônia nas águas do rio Jordão, em Israel, no dia 12 de maio de 2016. A data é simbólica, e isso provavelmente não foi por coincidência.
Na manhã daquele dia 12, o plenário do Senado Federal autorizou a abertura do processo de impeachment do mandato de Dilma Rousseff (PT) por 55 votos contra 22. Com isso, ela foi afastada do cargo, dando lugar a Michel Temer (MDB). Bolsonaro celebrou o fato nas redes sociais.
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