Paulista morre após série de cirurgias plásticas; confira os cuidados necessários

Paulista morre após série de cirurgias plásticas; confira os cuidados necessários

Por Da redação.

Paulista morre após série de cirurgias plásticas; confira os cuidados necessáriosArquivo Pessoal

Uma paulista teve infecção generalizada e morreu após diversas cirurgias estéticas em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A gerente administrativa Daniela Desa Avighi, de 36 anos, passou por três procedimentos cirúrgicos em uma clínica na cidade: lipoaspiração, peeling para remover estrias dos glúteos e aumento dos seios com próteses de silicone.

O irmão da vítima, Cláudio de Sá Avighi, informou que Daniela passou pelas intervenções no mesmo dia e recebeu alta em seguida. Segundo a documentação apresentada por Cláudio, os procedimentos foram realizados no último dia 23 de junho. A vítima passou cerca de uma semana queixando-se de dores e morreu no dia 2 de julho. O irmão de Daniela ainda questionou a postura do profissional e reclama da falta de assistência. A Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal seguida de morte.

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Realizadas cada vez com maior freqüência, as cirurgias plásticas podem garantir a sonhada aparência mas também, em casos extremos, levar à morte de pacientes, especialmente os que negligenciam cuidados importantes antes de se submeter ao procedimento. ?Em geral, estes casos de modelos que vão a óbito e têm grande repercussão na mídia são realizados por pessoas despreparadas, que nem sempre são profissionais da área?, avalia a cirurgiã Ana Carolina Guimarães, esclarecendo que o primeiro cuidado que o candidato a uma plástica deve ter é com a escolha do especialista.

A orientação é escolher um médico que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. ?Para ser um membro da Sociedade é preciso se submeter a treinamentos intensos e atualizações constantes?, explica Guimarães, lembrando que o mesmo vale para anestesistas e equipe médica e de enfermeiros que dará suporte ao cirurgião. ?Todos devem ser qualificados. E quanto mais, melhor?.

O segundo ponto que merece atenção é o exame clínico prévio. Mesmo que a

Cirurgiã Ana Carolina Guimarães

Cirurgiã Ana Carolina Guimarães

intervenção seja considerada pequena, profissionais de saúde devem ser criteriosos, adotando medidas que dêem segurança para entrar na sala de cirurgia com todos os riscos minimizados. Além de consultas com o cirurgião, anestesista e outros especialistas, exames laboratoriais e de imagens devem ser solicitados. ?A plástica é uma cirurgia eletiva. O paciente entra na sala de cirurgia com bom estado de saúde e espera sair bem. Por isso, toda cirurgia plástica precisa ser feita com o mínimo de risco possível?, reforça.

Outra preocupação dos especialistas e que deve ser observada também pelo paciente é o local onde acontecerá a cirurgia. ?O recomendado é que este tipo de intervenção seja realizada em hospitais que asseguram cuidados, no mínimo, de semi-UTI. Assim, no caso de uma intercorrência, temos recursos para manter a vida da paciente?, explica Guimarães, lembrando que hospitais-dia oferecem este suporte e ainda contam com respaldo de hospital de referência, equipados com UTI, caso seja necessária uma transferência. Salões de beleza e centros de estética, por mais sofisticados que sejam, não são locais preparados para cuidados médicos.

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