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‘O que queremos em 2030?’: ONU Mulheres discute situação das afrobrasileiras em Salvador

‘O que queremos em 2030?’: ONU Mulheres discute situação das afrobrasileiras em Salvador

Por Da redação.

‘O que queremos em 2030?’: ONU Mulheres discute situação das afrobrasileiras em SalvadorReprodução

Salvador recebe nesta terça-feira (5/12), a partir das 17h, a roda de Diálogo “Mulheres Negras Para um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?”. O evento será realizado pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, no Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao), no Largo Dois de Julho, em Salvador.

Os diálogos acontecerão em parceria com a ONU Mulheres e têm como foco discutir como garantir que as afro-brasileiras estejam no centro das ações para o cumprimento da Agenda de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, como uma condição para o alcance de um Planeta 50-50 em 2030. As atividades serão realizadas no âmbito dos 16 dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Além da capital baiana, as rodas de diálogo também serão feitas em Maceió (AL), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).

DADOS

De acordo com o “Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil”, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FlACSO), o assassinato de mulheres negras aumentou 54% nos últimos dez anos, de 1.864 (2003) para 2.875 (2013). Neste mesmo período o número de homicídios que vitimou mulheres brancas reduziu 10%, de 1.747 para 1.576.

O Brasil ocupa a incômoda 5ª posição em ranking global de homicídios de mulheres, entre 83 países elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2013, a taxa de mortes por assassinato de mulheres no Brasil, para cada 100 mil habitantes, foi de 4,8 casos. A média mundial foi de dois casos. Foram 4.762 mulheres mortas violentamente no país naquele ano: 13 vítimas fatais por dia.

Na Bahia, a situação também é preocupante. A violência doméstica tem sido responsável por 9,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres existentes. Com isso o estado aparece como o segundo mais violento do Brasil, atrás apenas do Espírito Santo, que possui média de 11,24 para cada 100 mil mulheres.

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