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Número de mortes em Cajazeiras dispara após morte de PM na região; veja estatística

Número de mortes em Cajazeiras dispara após morte de PM na região; veja estatística

Por Da redação.

Número de mortes em Cajazeiras dispara após morte de PM na região; veja estatísticaarte/César Galvão/Aratu Online

A morte do policial militar Marco Antonio Santos, encontrado na madrugada do dia 3 de novembro nas proximidades da Via Regional, bairro de Cajazeiras, em Salvador, desencadeou uma série de assassinatos. Do dia 4 até a última sexta-feira (9/11) foram contabilizados oito homicídios pelo Boletim Diário da Secretaria da Segurança Pública. O que chama mais a atenção é que, no mesmo período de outubro, não aconteceram crimes semelhantes.

O carro do PM foi localizado queimado. Foto: leitor/Aratu Online

LEIA MAIS: PM que fazia transporte por aplicativo é encontrado morto perto de carro queimado

O primeiro caso foi registrado no bairro de Jaguaripe, que fica às margens da chamada Pista Nova, justamente onde Marco foi encontrado ao lado de seu carro, que estava queimado. De acordo com testemunhas, homens armados e encapuzados invadiram duas residências em setores diferentes e executaram um morador de cada imóvel, todos do sexo masculino. Os atentados foram contabilizados em um intervalo exato de 30 minutos, entre às 4h20 e 4h50.

Na segunda-feira seguinte (5/11), outros dois acabaram assassinados. Na oportunidade, ainda sem identificação, eles foram localizados já mortos na Via Regional em um local também próximo onde o PM foi executado.

LEIA MAIS: Dois são executados na mesma região onde PM foi encontrado morto em Salvador

O terceiro crime contra a vida só seria registrado três dias depois, no dia 8. Um homem, que também não teve o nome registrado, foi morto na Fazenda Grande IV, pouco antes das 8h. A onda de ataques na região terminou na sexta feira, com três homicídios em locais diferentes. Os dois primeiros – em Cajazeiras II e XI – terminaram em 25 minutos, entre 2h05 e 2h30. A terceira vítima foi assassinada horas mais tarde próximo ao final de linha da Boca da Mata, exatamente às 6h48. As circunstâncias em que esses quatro últimos foram mortos não foram informadas.

Todos os casos ocorreram na mesma região. Arte: César Galvão/Aratu Online

INVESTIGAÇÕES 

Oficialmente, todos os casos estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A SSP diz que a estatística tirada via Boletim Diário não é compreendida como oficial pelo órgão.

Não é a primeira vez que uma onda de assassinatos acontece após a morte de um PM. Em junho, após o crime contra o cabo Gustavo Gonzaga da Silva, no bairro da Santa Cruz, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, chegou a cogitar a possibilidade da participação de grupos de extermínio nos atentados.

RELEMBRE: Maurício Barbosa diz que homicídios podem ter sido praticados por grupos de extermínio

?Estranhamos o comportamento de 17 homicídios no sábado, na forma que alguns ocorreram. DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa] está analisando junto com a Força Tarefa [da SSP]. Se presume que algumas ocorrências foram feitas por grupos de extermínio. Estamos avaliando se esses grupos tinham operação entre eles ou se foi em decorrência de alguma insatisfação por conta da morte do colega, uma morte brutal?, avaliou, na época.

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